Jéssica Nascimento arregalou os olhos, surpresa.
O rosto bonito de Cesar Batista estava tão perto, seus olhos curvados como luas crescentes, sorrindo com doçura de quem acabou de provar mel.
O peito de Jéssica Nascimento apertou de nervoso.
Ela conhecia Cesar Batista há anos – e já estavam há muito tempo naquele jogo de olhares e insinuações.
Mas era a primeira vez que Cesar Batista a pressionava no sofá, daquela maneira.
— Jéssica... eu preciso te contar uma coisa... — murmurou ele, com os lábios quentes se aproximando do ouvido dela. — Eu não tenho nenhum problema de saúde.
Se não fosse pela situação em que estavam, talvez Jéssica Nascimento caísse na gargalhada ao ouvir Cesar Batista dizer aquilo.
Mas, naquele momento, tudo o que ela conseguia perceber era o som acelerado de seu próprio coração.
Vendo o rosto de Jéssica Nascimento corar, Cesar Batista sentiu a boca secar.
Sempre se orgulhara de ser um cavalheiro.
Mas Jéssica Nascimento, ali tão perto, era uma tentação impossível de ignorar.
Ele segurou delicadamente o rosto dela com as duas mãos, e Jéssica Nascimento prendeu a respiração.
Ela deveria afastar Cesar Batista.
Mas não queria magoá-lo.
Ela sabia dos sentimentos de Cesar Batista.
E sabia também que ele era o tipo de homem que merecia ser amado.
No entanto, Jéssica Nascimento nunca acreditara que o que sentia por ele era realmente amor.
Principalmente agora, depois do divórcio com Guilherme Serra, ela ainda não estava pronta para se abrir a um novo relacionamento.
Jéssica Nascimento fechou os olhos com força.
De repente, lembrou-se da noite anterior, quando outra pessoa também a pressionara contra o sofá.
Mas, naquela vez, não era Cesar Batista.
Era Guilherme Serra.
Jéssica Nascimento pensou que Cesar Batista fosse beijá-la.
Mas, depois de alguns segundos de olhos fechados, sentiu que ele a soltou.

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