— O que está acontecendo com o Guilherme? Você não ligou pra ele?
Olívia Palmeira apressou Jonas Serra.
Jonas Serra estava com o semblante carregado.
— É claro que liguei.
— E o que o Guilherme disse?
— Ele não atendeu.
Ao ouvir isso, Olívia Palmeira revirou os olhos, irritada.
— Olha só pro seu querido filho, agora ele realmente acha que já pode tudo, não é?
Olívia Palmeira cruzou os braços, inconformada.
— Fala como se ele não fosse também seu filho.
Jonas Serra respondeu friamente, sem rodeios.
A família Serra, naquele momento, já tinha chegado ao auge do desenvolvimento no país A, especialmente em Cidade A. Era hora de expandir seus investimentos para além dali.
A família Navarro, do país C, tinha conexões tanto no meio político quanto empresarial — era o parceiro ideal para uma aliança matrimonial.
Se o Guilherme atrapalhasse isso...
Jonas Serra cerrou o punho, tenso.
Nesse momento, os Navarro chegaram.
Entre os que vieram estavam Pablo Navarro, Mayla Garcia e, naturalmente, Vânia Navarro.
Antônio Ribeiro foi quem os trouxe de carro até a Vila Brisa do Mar, mas precisou sair logo em seguida.
— Ministro, tem certeza que não quer que eu deixe outros seguranças com o senhor?
— Não precisa, não vai me acontecer nada.
Pablo Navarro acenou para Antônio Ribeiro, dispensando-o.
— Pode ir tranquilo!
— Então está bem... Ministro, senhora, com licença.
Antônio Ribeiro cumprimentou apenas Pablo Navarro e Mayla Garcia, depois entrou no carro e partiu.
Vânia Navarro observou o elegante Maybach preto se afastar, o olhar carregado de desprezo.
Enquanto isso, na sede do Grupo Serra.
Jéssica Nascimento estava parada diante da porta do arquivo.
Ela imaginava que seria como aquele dos tempos de colégio: era só abrir a porta e ver prateleiras alinhadas, repletas de pastas e documentos organizados.
Mas o arquivo do Grupo Serra era diferente. Assim que abriu a porta, deparou-se com uma fileira de cofres blindados, completamente fechados.

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