Guilherme Serra observava Vânia Navarro em silêncio.
Vânia Navarro viu seu próprio reflexo nos olhos brilhantes de Guilherme Serra.
— O que foi? Tem alguma coisa no meu rosto? — ela perguntou, curiosa.
— Não é isso... — respondeu Guilherme, balançando levemente a cabeça.
— É que a Vânia é tão linda que o Guilherme ficou até distraído! — Olívia Palmeira interveio, tentando suavizar o clima.
— Só achei que... você é diferente da imagem que seu nome passa — comentou Guilherme, com naturalidade.
— E o que é melhor, meu nome ou eu? — Vânia apoiou o rosto na mão, olhando para Guilherme com interesse.
Antes que ele respondesse, Guilherme ouviu Jonas Serra pigarrear ao lado.
— Os dois são ótimos — respondeu, por fim.
A resposta claramente agradou Vânia, que sorriu ainda mais radiante.
Desde o início, quando Guilherme ouviu o nome Vânia Navarro, imaginou uma jovem de postura serena, discreta, alguém com um ar clássico e elegante.
Como filha adotiva, supunha que seu comportamento seria naturalmente mais reservado.
No entanto, Vânia Navarro era tudo, menos isso: seu corpo era exuberante, e ela irradiava uma autoconfiança luminosa.
Guilherme percebeu que Vânia era alguém com uma forte vontade de vencer.
Por exemplo, quando ele comentou sobre o talento de Melissa Garcia ao piano, Vânia logo sugeriu que a chamasse para tocarem juntas.
Disse que era para um dueto, mas todos percebiam que, na verdade, Vânia queria medir forças com Melissa.
A autoconfiança e ambição de Vânia eram evidentes.
Por outro lado, Pablo Navarro e Mayla Garcia não tinham nada daquele temperamento.
Isso deixou Guilherme intrigado: por que eles escolheram Vânia como filha adotiva?
Seria justamente por ela ser diferente deles?
Ou talvez... não foram Pablo e Mayla que tomaram essa decisão?
— Está curioso sobre mim, não é? — Vânia sussurrou ao ouvido de Guilherme, de repente se aproximando.

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