Guilherme Serra se levantou e, instantes depois, voltou trazendo um grande buquê de rosas vermelhas vivas nas mãos.
— Eu não sabia qual flor você gostava, então comprei aquela que achei mais adequada para você.
Vânia Navarro olhou para as rosas que Guilherme lhe entregava. Eram todas vermelhas, intensas, realmente as que mais combinavam com ela.
— Obrigada, gostei muito.
— Não precisa agradecer.
Olívia Palmeira, ao perceber o sorriso no rosto de Vânia e o olhar dela dirigido a Guilherme, sentiu-se um pouco aliviada.
Pelo visto, Guilherme Serra tinha entendido o recado dela, ao menos a ponto de tomar a iniciativa de presentear Vânia Navarro, tentando assim reparar um pouco a relação entre as duas famílias.
Na mesa ao lado, Natan Morais observou Guilherme entregar o vistoso buquê a Vânia e, sem demonstrar emoção, ajustou os óculos de armação dourada.
As flores, embora chamativas, não tinham tanto valor se comparadas ao pente que ele acabara de dar para Jéssica Nascimento — a diferença era gritante.
Ao menos na opinião de Natan, se Jéssica Nascimento valesse quinhentos milhões de dólares, então Vânia Navarro valeria apenas aquele buquê de rosas.
— Dessa vez você não vai dar um lance?
Jéssica Nascimento chamou a atenção de Natan Morais; o pente que ela doara já estava sendo leiloado pela segunda vez, agora por um preço muito mais razoável.
— Não. — Natan balançou a cabeça. — Não sou tão perdulário quanto Guilherme Serra, além disso, nem tenho namorada para presentear. Se comprasse, você nem aceitaria.
Jéssica inclinou levemente a cabeça.
Ela quis dizer: “Você pode dar para Melissa Garcia!”, mas considerando o grau de amizade entre eles, não achou apropriado sugerir isso.
— Então, toda aquela animação nos lances antes era só para competir com Guilherme Serra?
— Não é isso...
Natan Morais negou novamente.
— Eu só queria aumentar o preço, fazer ele gastar mais dinheiro, era uma forma de te ajudar a descontar um pouco da raiva.
— Como é?

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