O enorme quarto estava mergulhado no silêncio absoluto.
Jéssica Nascimento permanecia calada, enquanto José Paz se mantinha tão quieto quanto um morto.
Quando José Paz percebeu sua chegada, seus olhos brilharam por um instante, mas as órbitas fundas faziam aquele olhar parecer quase assustador.
Jéssica Nascimento serviu um copo d’água para José Paz, aproximando-se para ajudá-lo a beber.
Com a garganta ressecada finalmente aliviada, José Paz foi o primeiro a romper o silêncio:
— Vieram te buscar para me convencer, não é?
— Sim.
Jéssica Nascimento admitiu com honestidade.
Não tinha motivo para enganar José Paz.
— Heh...
Um riso frio ecoou das profundezas da garganta de José Paz.
— Você também veio me convencer a casar com a Luna Ferreira?
O rosto magro e abatido de José Paz estava carregado de uma sombra sombria.
— Prefiro passar fome do que casar com ela... Por quê? Por que essa minha insistência por você não consegue te comover?
— Porque eu não te amo.
Ao ouvir novamente a resposta firme de Jéssica Nascimento, José Paz ficou tão furioso que empurrou os objetos sobre a mesa.
Eles caíram com barulho, sem atingir Jéssica Nascimento, mas acabando por acertar o próprio José Paz.
— Você é cruel, Jéssica Nascimento... Por que não consegue gostar de mim?
— Porque você não é páreo para o Guilherme Serra.
As palavras de Jéssica Nascimento fizeram o rosto de José Paz mudar de cor imediatamente.
— Então é mesmo por causa do Guilherme Serra? Até agora você ainda gosta dele?!
José Paz gritou, sem forças.
Diante dessa pergunta, Jéssica Nascimento permaneceu em silêncio.
Ela ficou de frente para ele, olhando-o nos olhos.

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