— Pare de desenhar, relaxe um pouco.
A caneta na mão de Jéssica Nascimento foi arrancada de repente por Guilherme Serra.
Guilherme segurou a mão direita dela.
No dedo médio da mão direita ainda estava o anel de margarida — aquele que Pedro Teixeira lhe dera.
Os olhos escuros de Guilherme Serra se aprofundaram, e ele tirou o anel sem mais delongas.
Jéssica ficou tensa imediatamente.
Ela tinha certeza de que, se não estivessem dentro de um avião, Guilherme teria jogado o anel pela janela sem pensar duas vezes.
Jéssica rapidamente recuperou o anel das mãos de Guilherme e o guardou.
Foi quando Guilherme segurou a mão esquerda dela.
Jéssica não entendeu o motivo.
Logo em seguida, ela viu Guilherme tirar de seu bolso um pequeno estojo de presente.
Pelo tamanho da caixa, só podia ser um anel.
Quando percebeu Guilherme colocando uma aliança de diamante em seu dedo anelar esquerdo, os olhos de Jéssica se arregalaram em choque.
Um segundo antes, Guilherme havia acabado de pedir a ela o acordo de divórcio assinado. No momento seguinte, ele estava colocando uma aliança na mão dela?
E ainda por cima, no dedo anelar da mão esquerda.
O peito de Jéssica foi tomado por uma onda de inquietação.
Ela se lembrou de três anos atrás, do momento em que Guilherme lhe pediu em casamento.
Também naquele instante Guilherme fora autoritário, sem se importar com o consentimento dela, colocando primeiro a aliança em seu dedo.
Naquele momento, ela ficou tão emocionada que as lágrimas quase transbordaram.
Jéssica baixou o olhar para o anelar da mão esquerda.
Agora, ali reluzia um diamante enorme.
Não era o anel de sete quilates com diamante rosa do pedido de casamento.
Este era um diamante incolor, lapidação princesa, com um engaste vazado especial, permitindo que mais luz penetrasse na pedra e amplificasse seu brilho intenso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Tarde Demais