Heloísa respirou fundo em silêncio.
"……!!"
Ele também vai!!
Num instante, sentiu como se milhares de formigas quentes estivessem subindo pelo seu coração.
Graças a anos de autocontrole, conseguiu manter a expressão serena no rosto. Fingiu surpresa por um momento e então disse:
"Presidente, esse tipo de coisa pequena não precisa da sua presença. Eu e Helder damos conta, não precisa ser tão… formal."
Nélio sorriu enigmaticamente.
"Não importa o tamanho da questão, é melhor sermos formais."
"……"
O rostinho calmo de Heloísa se contorceu um pouco.
Nélio segurou Lila com um braço e, com o outro, a conduziu para dentro da casa.
A mente de Heloísa estava uma confusão.
O que fazer, o que fazer!
Talvez… talvez fosse melhor contar logo.
Não, por que ela pensaria em "confessar"? Não tinha feito nada errado, no máximo só não queria que as coisas ficassem mais complicadas.
Se Nélio descobrisse que ela era justamente quem a mãe dele procurava, com certeza ficaria feliz e, no dia seguinte, a levaria de volta para a Família Marques.
Encontraram-se por acaso no corredor do baile, hoje se reencontraram por acaso no shopping… estava tudo com cara de premeditado!
Nélio colocou Lila na sua caminha de gato.
Depois pegou as chaves do carro e saiu com ela.
No elevador.
Heloísa suava de nervoso.
De repente, pôs a mão na barriga:
"Ah—"
"O que foi?" Nélio a segurou, olhando para o local onde ela pressionava a mão. "Dor de barriga?"
"Uhum," Heloísa fez uma careta de dor e assentiu. "Foi de repente, presidente, pode ir na frente, vou voltar pra casa e usar o banheiro."
Nélio apertou o botão do 13º andar. "Isso pode esperar, você é mais importante."
Acolheu-a, deixando-a recostar-se nele, a mão grande e quente pousando na barriga dela. "O que você comeu à noite?"
Heloísa riu sem graça e respondeu com duas palavras:
"Churrasco."
Ela notou que o celular de Nélio não tocara, Elisa ainda não mandara mensagem, e se lembrou de que a casa de Thalita ficava quinze minutos mais perto do shopping do que a dela.
Nélio guardou o celular no bolso e a ajudou a sentar no vaso sanitário:
"Concentre-se, esse hábito de mexer no celular no banheiro precisa ser abandonado."
Heloísa: "……"
Nélio saiu novamente.
O plano de Heloísa ia por água abaixo mais uma vez.
Pouco depois, ela saiu do banheiro.
Nélio estava ao lado da porta e, ao vê-la, foi ajudá-la:
"As pernas estão bambas? O remédio que o Tio Santos trouxe já chegou."
Heloísa:
"Na verdade, estou bem, não preciso tomar remédio."
Disse, e pediu o celular de volta:
"Meu celular?"
Nélio não entregou:
"Vá deitar, nada de celular, não vou mais ao shopping, deixo o Helder resolver isso."

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