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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 463

Ao subir novamente na carruagem, Heloísa percebeu que o cocheiro havia sido trocado.

Agora era um rapaz jovem.

Helder parou por um instante, levantou a cabeça para olhar em volta, mas não viu ninguém. Quando estava prestes a dar a volta, foi empurrado para dentro por Luan, que estava com pressa para sair dali. Ele realmente não queria ficar mais um minuto naquele lugar estranho.

A carruagem seguiu viagem.

Atrás deles, vinha outra carruagem com Nélio e Vance. Na ida, eles tinham vindo juntos, e suas roupas trocadas também ficaram naquela casa.

Evelyn agora estava com eles na mesma carruagem.

Assim que entrou, ela se agarrou ao braço de Heloísa, conversando, já demonstrando um alívio como se tudo houvesse terminado.

Ela convidou Heloísa para o seu casamento.

Heloísa aceitou o convite.

Logo, chegaram ao heliponto.

O helicóptero já estava pronto.

Eles desceram da carruagem e embarcaram no helicóptero.

Pela janela, o jovem cocheiro parado à beira da estrada lhes lançou um sorriso, acenou com a mão e disse algo.

"Até breve."

Helder leu a mensagem em seus lábios.

Heloísa encarou os olhos daquele rapaz através do vidro, sentindo um calafrio percorrer seu corpo.

"É ela—!"

Nesse momento, o cocheiro já havia saltado na carruagem, chicoteando os cavalos em disparada. Uma máscara de pele humana foi jogada para fora, e cabelos longos esvoaçavam ao vento, como se zombassem e provocassem os que ficavam para trás.

Helder fez menção de descer do helicóptero para persegui-lo.

Nélio o chamou: "Volte!"

"Grande senhor..."

"Está na hora de partirmos."

A voz de Nélio era firme.

Helder, contrariado, voltou a se sentar. Tinha certeza de que acabara de captar um leve cheiro suspeito, mas o grande senhor não permitiu a perseguição!

Nélio deu um tapinha em sua cabeça. "Não se persegue inimigo em fuga."

O helicóptero decolou.

A carruagem já desaparecia velozmente entre as montanhas, como um fantasma que se esconde.

No helicóptero, reinava o silêncio.

As mãos de Heloísa continuaram cerradas por muito tempo, sem conseguir relaxar.

"Está tudo bem, foi só mais uma encenação do palhaço." Nélio a acolheu em seus braços e, ao segurar sua mão, percebeu que estava gelada como gelo.

Não conseguiu deixar de sentir um aperto no coração.

Ela era muito forte, mas, no fim das contas, ainda era uma mulher indefesa, e a culpa voltou a apertar-lhe o peito.

Precisava esclarecer tudo aquilo o quanto antes...

Pouco depois.

Nélio pediu que Luan e Helder levassem as bagagens para cima.

Às sete da noite, eles seguiram para o aeroporto.

Heloísa, discretamente, enviou uma mensagem para Thalita Oliveira, dizendo que voltaria de avião naquela noite.

Luan: Ufa, finalmente vamos para casa!

Embarcaram no avião.

Todos relaxaram, exceto Nélio, que abriu o notebook para resolver o acúmulo de trabalho. Heloísa e os outros adormeceram.

Não se sabe quanto tempo passou.

Mia veio acordá-los, avisando que haviam chegado.

Heloísa olhou pela janela para o dia chuvoso, igual ao de Londres, e ficou pensativa, "......"

Do outro lado, Luan, ainda sonolento, puxou o cobertor: "Já chegamos? Dormi doze horas? Parece que dormi tão pouco... Ei, até na Cidade Y está chovendo. Essa chuva não acaba nunca, né?"

Helder apontou para longe, "Irmã Heloísa, Luan, isso não parece a Cidade Y."

Lá fora, alguns funcionários do aeroporto tinham feições europeias.

Heloísa e Luan: "……!"

Quando olharam o relógio, viram que só tinha passado uma hora.

Nélio fechou o notebook, levantou os olhos calmamente e disse à Mia, que estava constrangida: "Sirva-lhes uma tigela de caldo de ressaca para cada um. Beberam demais até no sonho."

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