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Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 352

Heloísa ficou paralisada.

Seus pensamentos vacilaram violentamente, como se sua alma tivesse sido arrancada do corpo.

Depois de um tempo, ela respondeu apenas duas palavras: Seja bem-vinda.

Ela a adicionou de propósito e ainda avisou que voltaria na próxima quarta-feira, o significado era mais do que óbvio.

Vagamente, lembrou-se do que a irmã de Nélio dissera pela manhã, que a mãe tinha ligado com um certo "hmm hmm", pedindo para que o irmão tivesse cuidado. Será que esse "hmm hmm" era a Vânia?

Seu coração foi afundando aos poucos.

Por um momento, sorriu com tristeza.

Em meio à distração, o celular escorregou para dentro da água, sendo imediatamente coberto por pétalas e espuma. Ela rapidamente tentou pegá-lo de volta, mas a tela já estava preta, não ligava mais, havia chegado ao fim.

Ela piscou os olhos.

Ficou um pouco atordoada.

O vapor denso preenchia a banheira, e ela olhou com pena para seu pobre celular, que havia atravessado a fantasia das bolhas e o aroma das flores, morrendo de repente, sem aviso.

Mas de que adiantava não estar preparada psicologicamente?

De que adiantava ter se apegado?

A realidade não lhe seria gentil, como já era de se esperar, nenhum milagre aconteceria.

Heloísa saiu da água e se enrolou na toalha.

Virou-se e jogou o celular, que estava entre o aromatizador e a taça de vinho tinto, de volta na água...

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No dia seguinte.

Heloísa tomou café da manhã e saiu para fazer outra via do chip do celular.

Depois pegou um táxi até a casa dos pais para buscar o carro.

No táxi, assim que ligou o novo celular, a chamada de Nélio entrou imediatamente.

Ela atendeu: "Alô."

"Não está em casa? E o celular, por que estava desligado?"

O pai estava na varanda cuidando de sua valiosa orquídea.

"Seu pai, viu só? No meio da madrugada se levantou várias vezes pra ver essa planta. Acho que devia arrumar um colchão na varanda e dormir abraçado com essa flor."

Tereza colocou a carne na geladeira enquanto reclamava com Heloísa.

Heloísa sorriu.

Tereza olhou para a filha e tentou perguntar: "Você está interessada no Senhor Marques? Ele tem aparência, classe, educação, é excelente em tudo. Vocês convivem tanto, não sente nada por ele?"

"Mãe, não tem chance entre nós."

O sorriso de Heloísa sumiu um pouco. "A mãe dele já tem uma nora preferida."

Tereza percebeu o olhar evasivo da filha, que não negou os próprios sentimentos, apenas disse que não havia chance e que a família dele já tinha outros planos. Ela entendeu.

Suspirou.

Mas também ficou aliviada.

"Heloísa, se você tem clareza de que não tem chance, já me tranquiliza. Só tenho medo que acabe como antes, cabeça dura, sem pensar nas consequências, ninguém consegue te segurar."

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