Entrar Via

Amor Que Aconteceu Por Acaso romance Capítulo 223

Onze e meia.

Heloísa abriu o colírio e pingou duas gotas.

Assim que pingou, subitamente ouviu uma voz vinda da direção do escritório, "A secretária Madeira."

Ela teve um sobressalto.

Quando olhou para ele, o colírio escorreu dos seus olhos.

Nélio levantou o olhar no momento em que entregava um documento, e viu o líquido em seu rosto. Os seus olhos ficram choroso como se estivesse prestes a chorar. Ele suspirou, e sentiu-se comovido, "Não precisa chorar só porque não quer fazer hora extra."

Heloísa: "..."

Quem está chorando é você!

"Eu estava pingando colírio!"

Nélio entendeu e murmurou um "sim", e entregou-lhe o documento, "Leve para verificar."

Heloísa levantou-se para pegar.

Ao pegar o documento de sua mão, ouviu-o chamá-la novamente, mas desta vez ele não disse secretária Madeira, e foi...

"Heloísa."

"O que?"

Heloísa respondeu instintivamente. Ao perceber como ele a chamou, olhou para ele com surpresa.

Nélio apoiou o cotovelo na cadeira, ergueu a cabeça levemente, os seus olhos ficaram profundos como o mar, chamou seu nome e ficou em silêncio por um tempo longo antes de dizer, "Ontem à noite eu perdi o controle, e peço desculpas se te assustei. Espero que não leve a sério."

Heloísa apertou o documento em suas mãos.

Seu coração estava confuso, sem saber como reagir ou o que responder.

Depois de um tempo, ela fingiu naturalidade ao responder, "Eu aceito sua desculpa."

Nélio deu um sorriso descontraído: "Não te causei pressão, certo?"

Heloísa franziu os lábios num sorriso em troca: "Está tudo bem."

Nélio: "Não se preocupe. Não vou te colocar numa situação difícil novamente. Não sou um bandido, e não vou te forçar a fazer algo que você não quer. Se houve algo que te causou desconforto, peço desculpas novamente. Podemos fingir que não aconteceu?"

Heloísa assentiu várias vezes: "Sim, pode ser. Está bem, tudo bem."

Ela voltou apressadamente com o documento para o sofá.

Procurou a caixa de remédios, e queria tomar um comprimido para digestão, mas não encontrou mais uma vez.

A frustração aumentou.

Depois de pensar um pouco, simplesmente decidiu trocar de roupa e sair para comprar remédio. Ela não acreditava que não conseguiria resolver isso.

Dirigiu pelas redondezas.

À uma da manhã, nenhuma farmácia estava aberta.

Heloísa parou o carro na beira da estrada. Agora não estava mais frustrada. Em vez disso, uma camada espessa de decepção cobriu seu coração.

Ela se debruçou no volante, e olhou para a noite silenciosa do lado de fora. Sob a luz do poste, um grupo de pequenos insetos pretos voava em volta da luz. Uma mariposa, que não sabia o perigo, batia contra a lâmpada... Que tolice! Não sabia que aquela luz era uma chama mortal?

"Tão tolos..."

Ela olhou para a luz com olhos semicerrados, e murmurou baixinho.

Na esquina da rua atrás dela, um carro prateado estava estacionado.

Dentro do carro, Nélio olhava para fora com a testa franzida.

Helder bocejou, "O senhor, até quando vamos segui-la? Por que não vai diretamente até ela?"

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Que Aconteceu Por Acaso