Agora é hora de ligar para ela... Acho que quere que ela faça hora extra.
Heloísa estacionou o carro no acostamento e atendeu ao telefone:
"Alô, senhor presidente."
"Venha aqui."
A voz do outro lado era firme, mas ligeiramente severa.
"Certo..."
Depois de desligar, Heloísa, resignada, deu meia-volta com o carro e dirigiu de volta. Estacionou o carro e subiu rapidamente as escadas.
Colocou sua bolsa de volta no escritório e, sem perder tempo, caminhou até a sala do presidente. Parou na porta, acalmou sua respiração ofegante e então bateu antes de entrar.
Nélio estava fechando o computador enquanto se levantava.
Ele ergueu os olhos e a observou por um instante, soltando um comentário indiferente: "Você é bem pontual ao sair do trabalho."
Heloísa: "...?"
Ele a viu saindo?
Impossível, a porta do escritório do presidente estava sempre fechada, ela tinha certeza de que olhou antes de sair.
Mas logo entendeu, tocando as bochechas ainda quentes. Os escritórios eram tão próximos, e ela demorou tanto que chegou a suar.
Ah...
"Eu tinha um compromisso hoje, por isso saí pontualmente."
Ela enfatizou "pontualmente" para deixar claro que, embora estivesse saindo no horário, não estava saindo mais cedo.
"É urgente?"
Nélio perguntou casualmente, já se aproximando do cabide. Pegou o paletó e o vestiu com uma elegância e calma que conferiam um ar de nobreza ao simples ato de vestir uma roupa.
"Claro, mas você tem prioridade," ela respondeu com um sorriso.
Nélio ajeitou as mangas e voltou seu olhar para ela:
"Não precisa se preocupar comigo, se tiver algo urgente, pode me contar."
Sua voz era especialmente suave, com um olhar de ternura coberto por uma leve névoa, eram facilmente sedutores.
"Presidente, é melhor você me dizer o que precisa." Heloísa manteve-se firme.
Nélio sorriu e acenou com a cabeça:
"Hm, secretária Madeira, você realmente demonstra profissionalismo."
Heloísa pensou: Ah, eu sabia que ele estava tentando me provocar.
Sua primeira frase já tinha um tom de descontentamento, como ele poderia realmente se importar?
"Vou acompanhar ele à recepção de negócios."
"Não estava na programação de hoje."
"Agora está."
"..."
Eles trocaram algumas palavras em voz baixa.
Na frente do elevador, Nélio estava de costas para eles.
Quando o elevador chegou, ele entrou primeiro, e eles o seguiram, ficando atrás dele.
Heloísa estava visivelmente incomodada.
Se não fosse pelo que aconteceu ao meio-dia, ela até estaria animada em acompanhá-lo. Com seu novo status, poderia estabelecer novas conexões, tanto com quem já conhecia quanto com desconhecidos.
Mas hoje, ela tinha algo mais importante em mente.
Depois de superar a fase inicial de raiva, ao voltar para a empresa, só conseguia pensar no acordo de reconciliação.
Ela já tinha uma ideia em mente e queria discutir com Thalita, ouvir sua opinião.
Luan, vendo o semblante abatido dela, pensou um pouco e ousou perguntar a Nélio: "Senhor, que tal eu acompanhar à recepção?"
"Preciso de uma acompanhante. Você é mulher?" Nélio olhou o relógio, respondendo com um tom indiferente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Que Aconteceu Por Acaso