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Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário romance Capítulo 94

O fim da aula foi marcado por risadas e conversas animadas entre as alunas, que se juntavam em pequenos grupos para trocar impressões sobre os ensaios do dia. Eu observava de longe, sentindo um orgulho genuíno do progresso delas. As turmas estavam completas, os alunos estavam motivados, e eu finalmente sentia que estava construindo algo sólido, algo que ninguém poderia tirar de mim.

Caminhei até minha bolsa, preparada para recolher minhas coisas e ir embora, mas parei ao ouvir um sussurro próximo.

— Eu vi a Larissa chorando no banheiro da escola ontem — uma das alunas, Luana, comentou baixinho para Camila, sua voz carregada de preocupação.

— Ela não queria ter ficado com a Helena, mas os pais dela não quiseram trocá-la de academia — Camila suspirou.

Meus músculos tensionaram imediatamente.

— Mas ela falou por que estava chorando? — Camila perguntou, curiosa.

— Disse que não aguenta mais o ritmo. Mas a Helena está pegando pesado porque quer que todo mundo esteja impecável no evento internacional.

— Mas ela está tomando os remédios? — Camila questionou, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Claro. Não é como se a Helena deixasse ela não tomar.

Meu coração perdeu uma batida. Meu corpo se moveu antes mesmo que eu pudesse racionalizar qualquer coisa.

— Camila — chamei, minha voz mais firme do que pretendia.

Ela virou para mim, claramente surpresa, enquanto sua amiga desviou o olhar, constrangida.

— Do que vocês estão falando? — perguntei, tentando manter um tom neutro.

Camila hesitou, mordendo o lábio, como se tivesse dito mais do que deveria.

— Nada... só estávamos falando do evento internacional. As alunas da Helena estão treinando muito.

Cruzei os braços, sem desviar o olhar.

— E esses remédios?

Camila abriu a boca para negar, mas sua hesitação foi evidente. Suspirei e abaixei o tom da voz, para que ninguém mais ouvisse.

— Camila, você sabe que pode confiar em mim. Me conta o que está acontecendo.

Ela olhou ao redor, como se tivesse medo de ser ouvida, e então suspirou, cedendo à minha insistência.

— Eu não sei todos os detalhes, mas... as meninas que foram escolhidas para o evento internacional estão treinando até a exaustão. Algumas delas reclamaram que não estavam conseguindo acompanhar o ritmo, que estavam ficando sem energia. E a Helena... — Camila baixou a voz ainda mais. — Ela sugeriu que elas tomassem uns comprimidos para ajudar.

Minha boca secou.

— E que tipo de comprimidos são esses?

Camila balançou a cabeça.

— Eu não sei exatamente. Só ouvi boatos de que é algo para manter o foco, energia, essas coisas. Mas não foi uma sugestão, entende? Se elas não tomam, não conseguem acompanhar o ritmo, e aí... são cortadas.

Minha visão escureceu por um segundo.

Aquilo era criminoso.

Era uma coisa pressionar as alunas até o limite — dentro do saudável — mas incentivar adolescentes a tomarem substâncias para aumentar a performance? Isso ia além da crueldade. Era abuso.

Peguei a chave reserva que eu ainda tinha — a mesma que usei para fazer cópias há alguns anos, quando Helena se mudou e me pediu para ajudá-la na organização — e encaixei na fechadura. O clique foi quase inaudível, mas reverberou dentro de mim como um estrondo. Meu coração acelerou quando empurrei a porta e entrei silenciosamente.

O apartamento era luxuoso, decorado com tons neutros e móveis modernos. Tudo impecável, do jeito que Helena gostava. Eu me movi com cuidado, mas não demorei a encontrar o que procurava.

O notebook dela estava sobre a mesa do escritório, exatamente onde eu esperava que estivesse. Helena era metódica e organizada. Nunca levava seu computador pessoal para o trabalho — afinal, acreditava que ninguém ousaria mexer nas suas coisas.

Engano dela.

Conectei um pendrive que eu havia trazido e iniciei o processo de cópia de todos os arquivos importantes. Meus olhos correram pela tela, e o que eu encontrei me fez prender a respiração.

Ali estavam. Todas as provas que eu precisava.

Transações suspeitas. Compras de remédios ilegais, receitas falsificadas assinadas por um médico que, quando pesquisei rapidamente, percebi que nem existia. E o pior: os desvios de verbas.

Helena havia recebido patrocínios para financiar o evento internacional das alunas. Dinheiro suficiente para cobrir os custos das passagens, hospedagem, uniformes e qualquer outro gasto necessário. Mas, ao invés disso, ela embolsou a maior parte e ainda cobrou os valores das famílias das alunas.

Eu sentia meu sangue ferver.

O d******d finalizou. Removi o pendrive e fechei o computador com cuidado, eu não podia arriscar que ela descobrisse imediatamente.

Antes de sair, dei uma última olhada ao redor, como se quisesse absorver o momento. Esse era o começo do fim para Helena.

Ela sempre se achou intocável. Mas agora, eu tinha tudo para destruí-la.

— Agora você está muito ferrada, Helena.

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