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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Ele deu um sorrisinho de lado. Mas eu percebi que ele tinha algo mais para me dizer, algo bem sério.

- É. A advocacia privada é muito interessante. Eu vou continuar na farmacêutica, mas tive uma proposta do Dr. Romeu. Ele e o Bóris acham que eu posso manter os dois trabalhos depois que formar. O Dr. Romeu quer me preparar para ser o substituto dele.

- Rui, isso é incrível! O escritório do Dr. Romeu é um dos mais respeitados do país.

- É. E ele não tem herdeiros naturais, disse que não encontrou nenhum pupilo que inspirasse nele a confiança que eu inspiro para assumir o seu legado.

- E você aceitou?

- Eu vou almoçar com ele agora. Eu conversei com todo mundo, pedi conselhos e só faltava você. O Anderson, o Flávio, o Bóris e até o Rafael acham que eu dou conta. A Bibi está disposta a ficar do meu lado por um período em que eu não vou conseguir ser tão presente para ela. Mas é uma responsabilidade enorme e depois que eu aceitar não tem volta. Então, a minha decisão depende do que você vai me dizer, porque você conhece uma parte de mim que ainda está aqui.

- A insegurança. - Eu sussurrei. - Rui, se tem alguém capaz de assumir o legado do Dr. Romeu é você! Você tem um raciocínio jurídico impecável, pensa rápido, é dedicado e tem um coração de ouro. Você enxerga as pessoas e não os processos. Você vai ser o maior advogado da nossa geração!

- Então eu aceito? - Ele perguntou e eu fiz que sim. - Obrigada, Gigi, você é as voz da minha consciência. - Ele me abraçou apertado. - Agora, dá um jeito do seu namorado ir morar com você de vez. Eu quero morar com a minha Bibi é o único jeito de conseguir fazer isso e ainda ser um namorado minimamente presente. Além do mais o Bóris me paga o suficiente para assumir essa responsabilidade. Eu poderia alugar outro lugar, mas o Flávio disse que é para eu dar um jeito de tirar o Anderson de lá, porque eu não vou ter tempo de procurar outro apartamento.

- Aceita a oferta do Dr. Romeu. Eu tiro o Anderson daquele apartamento ainda hoje. - Eu garanti para o meu amigo.

Eu saí do campus direto para o shopping. Eu tinha uma missão tripla agora e muito clara para cumprir, cortesia do meu acordo no café da manhã com o meu Gracinha e a promessa que eu fiz ao Rui. Eu também queria muito o Anderson morando comigo, mas ele ainda se preocupava com a irmã. No entanto, a irmã e o cunhado queriam se livrar dele. Eu ri da situção, só Gracinha ainda não tinha percebido onde ele deveria estar, mas ele sabia onde queria estar.

A minha primeira parada foi em uma loja de eletrônicos. Comprei o melhor e mais potente carregador portátil do estoque. Fiz questão de escolher um modelo preto fosco, tático, que combinasse com o visual novo do Anderson. Só de pensar nele com aquela roupa eu tinha vontade de agarrá-lo. Eu tentei não me distrair mais com a imagem do meu namorado policial gostoso e focar na minha missão. Eu não ia passar por mais nenhuma madrugada em claro tendo um infarto de preocupação por falta de bateria.

A segunda parada, no entanto, exigiu muito mais critério. Eu entrei na minha loja favorita de lingeries e fui direto para o fundo. Eu queria algo que respondesse à altura do "Policial Cavalcante". Ignorei as peças mais tradicionais e foquei em um body de renda preta, com um decote profundo nas costas e tiras que redesenhavam a cintura. Era sexy, audacioso e tinha exatamente a energia de "mulher fatal" que faria o meu policial me dar aquela pegada de impacto, daquele jeitinho meio selvagem que eu gostava nele.

- Ele vai pirar! - Eu murmurei para mim mesma diante do espelho do provador, imaginando as mãos grandes do Anderson puxando aquele tecido delicado com firmeza, ditando aquele ritmo intenso de quando ele deixava de lado aquele seu "jeito Gracinha" de ser.

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