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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Anderson"

O bip discreto do despertador no meu relógio de pulso vibrou às cinco e meia da manhã. Eu estiquei o braço rapidamente para silenciar o aparelho antes que o som acordasse a mulher que dormia profundamente ao meu lado. A mulher mais linda do mundo e pela qual eu ficaria de joelhos.

Eu senti cada músculo do meu corpo reclamar do esforço, reflexo direto do cerco policial na noite anterior e, em grande parte, da maratona que a minha Ferinha e eu havíamos protagonizado na sala e na cama poucas horas atrás. Tinha valido a pena cada segundo.

Ainda de olhos fechados eu me lembrei de como a encontrei de madrugada. O semblante carregado de preocupação e mesmo assim ela era a mulher mais sexy do mundo usando a minha camisa. Eu só conseguia pensar na sorte que eu tinha, chegar em casa e encontrá-la me esperando, tão ansiosa por mim quanto eu por ela.

Merda! Eu já estava excitado só de pensar nela usando a minha camisa. Eu precisava correr para um banho gelado ou a acordaria e isso não seria justo depois dela ter passado a metade da noite aflita por mim. Eu ri comigo mesmo. Aqueles banhos gelados nunca iam ter fim, porque a minha namorada era uma diabinha tentadora que estava sempre me deixando louco.

Eu abri os olhos devagar, ainda rindo, deixando que a luz fraca do amanhecer afastasse o sono de vez. O ambiente ainda guardava aquele cheiro bom de lar, era o cheiro dela misturado com o aroma marcante do uísque da madrugada que eu bebi na sua pele.

Eu olhei para o lado e perdi alguns segundos admirando a Giovana. Ela estava completamente apagada, com o rosto enterrado no meu travesseiro, completamente nua. O lençol cobria apenas metade de suas pernas, revelando o seu corpo sensual, a cintura fina, o bumbum perfeito, a cursa do seu seio esmagando o colchão. Eu praticamente não tinha dormido, porque eu era perdidamente louco por ela e viciado naquele corpo. Mas não era só o corpo. Era ela! Quem ela era, a essência, seu jeito atrevido, sua boca sem filtro, sua inteligência, seu coração grande demais.

Ali, no silêncio daquela manhã, uma certeza me atingiu com força: eu tinha a vida inteira pela frente, e ela era a coisa mais preciosa do meu mundo... porra, ela era o meu mundo inteiro!

Há alguns anos, eu era um garoto de vinte anos tentando fugir do "problema" que aquela garota de quinze representava no balcão do bar do Rafael. Hoje, eu era um homem rendido aos pés dela, um homem que entendia que o meu norte absoluto era garantir que ela estivesse segura e que nós cruzássemos juntos a linha de chegada que desenhamos para o nosso futuro. Porque eu só poderia ser feliz com ela e se ela fosse feliz também.

Eu dei um beijo leve e demorado no ombro nu dela, ajeitei o lençol sobre o seu corpo com cuidado e saí de fininho da cama. Olhei para baixo e não tinha condição, ela estava dormindo e o meu corpo estava completamente acordado e louco por ela.

- Caralho, Anderson, você fez amor com a sua namorada metade da noite, você não é um adolescente! - Eu reclamei comigo mesmo e fui em direção ao banheiro. Um banho gelado era o que eu precisava... e parar de pensar na minha Ferinha com gosto de whisky e usando a minha camisa.

Eu abri o chuveiro e entrei de uma vez na água fria, deixando a água lavar o cansaço e revisando os detalhes do plantão para não pensar na Giovana nua na cama. Eu estava sob a água, de olhos fechados, pensando na extensa burocracia que existe nos bastidores da polícia. Quem vê a ação na rua, ou o resultado final de uma prisão, talvez nem tenha ideia de quantos formulários e relatórios temos que preencher. E aquilo toma muito tempo. Tempo que evaporou quando a água gelada parou de cair sobre os meus ombros. Eu abri os olhos e a minha perdição estava sorrindo na minha frente.

- Pra quê o banho gelado, Gracinha? - A Giovana perguntou com um meio sorriso, olhou para baixo e mordeu o lábio inferior, numa provocação atrevida.

- Para não te acordar, Ferinha. E não parecer um adolescente tarado que não pensa em outra coisa.

- E você pensa em outra coisa? - Ela me encarou. Meus olhos se perdendo nos dela.

A água morna começou a escorrer pelo meu corpo, eu estava tão focado nela que nem percebi que ela tinha aberto o chuveiro de novo em temperatura morna. E sem que eu esperasse também, eu senti a mão dela segurar o meu membro ereto com firmeza. Um gemido rouco escapou da minha garganta.

- Caralho, Giovana! - Eu resmunguei, enquanto a mão dela começava com movimentos firmes de vai e vem. - Eu sou a porra de um adolescente tarado quando você está por perto. - Eu admiti e ela deu uma risadinha maliciosa, caindo de joelhos e chupando o meu membro como se ele fosse de chocolate. - Que boquinha perfeita! - Eu gemia enquanto sentia a pressão do prazer se formando.

Mas dessa vez ela não foi até o fim, ela me deixou a ponto de enlouquecer e se levantou. Ela segurou no meu ombro e sussurrou no meu ouvido.

- Me fode, Anderson. Eu ainda preciso te sentir vivo dentro de mim.

CASAL 2 - Capítulo 133: Tudo que ela quiser 1

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