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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 2

"Giovana"

Eu olhei para a nova tabela do fornecedor de bebidas do bar sobre a minha mesa no escritório e sorri. Foi uma disputa divertida e vê-lo suando e tentando me fazer engolir um reajuste exorbitante para no final se dar por vencido e acabar tendo que aceitar a manter o justo.

- É, foi um dia produtivo. - Eu murmurei para mim mesma e desliguei o computador no momento em que o Tio Rubens entrou na sala. - Está fazendo o quê por aqui, tio? Onde está o nosso gordinho?

- A sua tia o levou para o estúdio hoje. E pegou a princesinha e os gêmeos também. Disse que ia fazer umas fotos dos priminhos. Aí eu fiz uma reunião com a equipe de segurança, estava entediado lá em casa sem o nosso gordinho. - Ele se sentou em minha frente. - Eu vi o fornecedor de bebidas saindo, ele disse que você é um perigo.

- É, ele pensou que ia me fazer de boba.

- Então o bobo é ele. - O Tio Rubens riu. - Teve notícias do Gracinha?

- Ainda não. Estou indo pra casa esperar por ele. Estou ansiosa para saber como foi o primeiro dia dele. - Eu estava sentindo um misto de ansiedade e empolgação. Eu sabia o quanto significava para o Anderson o novo trabalho.

- Eu também. Mas eu ligo pra ele mais tarde. Agora eu vou para o estúdio ver a minha Lorão e ajudá-la com aquele monte de crianças.

- Tio, você sabe que eu só devo ficar por aqui mais um ano. Você tem alguma ideia do que o meu pai vai fazer? - Eu gostava do bar, mas eu tinha outros planos para a minha vida, só não queria que o meu pai se desfizesse dele.

- Fica tranquila, Gi. O seu pai não vai fechar o bar. Isso aqui é um negócio sólido e rentável. Nós estivemos conversando e vamos voltar ao que fizemos uns anos atrás, ele e eu vamos dividir a gerência. Esse tempo que você e o Anderson cuidaram de tudo foi muito bom. Tanto o seu pai quanto eu pudemos estar presentes nos primeiros anos dos nossos bebês. Agora eles dormem a noite toda e ano que vem o Vítor vai para a escolinha. - Ele deu um sorriso bobo.

- Eles crescem muito rápido! - Eu me dei conta de como o tempo parecia estar passando de forma veloz.

- É verdade. Daqui a pouco será a sua vez de ter os seus. Mas se prepare, porque quando o seus mini gracinhas chegarem eu vou sequestrá-los. e vou escondê-los debaixo da cama. Do mesmo jeito que você faz com o nosso gordinho. - Ele ameaçou rindo.

- Eu não tenho culpa de ser a pessoa preferida dele no mundo e ele nunca querer ir embora da minha casa. - Eu dei de ombros me sentindo uma sortuda.

- Você enfeitiça esses bebês! - Ele falou enquanto se levantava. - Vamos comigo parao estúdio?

- Hoje não. Hoje eu vou esperar o meu Gracinha. - Eu me levantei, peguei a bolsa e saí do escritório abraçada com o Tio Rubens.

Eu cheguei em casa quando o sol estava se pondo, olhei as horas e ainda demoraria um pouco para o Gracinha chegar. Eu tinha tempo suficiente para preparar o jantar.

Eu preparei um jantar especial e deixei a mesa posta. Olhei em volta e achei que o dia era especial e merecia algo especial, uma noite romântica. Eu tomei um banho, vesti uma lingerie nova, uma das camisas sociais do Anderson e um salto alto, porque ele adorava me ver de salto. Eu deixei a camisa aberta o suficiente para que ela caísse um pouco pelo meu ombro, deixei o óleo de massagem sobre a mesinha de cabeceira e voltei para a sala. Acendi umas velas perfumadas, coloquei a nossa seleção de músicas para tocar baixinho, abri um vinho e me sentei no sofá com uma taça.

Eu já havia bebido mais da metade do vinho, o Anderson estava mais do que atrasado e eu começava a ficar inquieta. O tempo estava passando e eu ainda não havia tido nenhuma notícia do Anderson. Aquilo já estava me incomodando. Então eu liguei, mas o celular dele estava desligado.

O Anderson não desligava o celular, mas ele estava em um trabalho novo, então era melhor esperar. Talvez a bateria do celular tivesse acabado... ou ele estava em alguma diligência... ou só tivesse ido ao bar comemorar o primeiro dia com os novos companheiros de trabalho... ou... não! Giovana, não! O Flávio prometeu que não colocaria o Anderson nas incursões mais arriscadas enquanto ele não estivesse pronto.

Mas o Flávio é doido!

A medida que os minutos iam passando, eu pensava cada vez menos nas histórias divertidas de ação que o Flávio contava e pensava cada vez mais nas histórias de dias e noites inquietantes que a Manu passava totalmente preocupada com o delegado dela. Eu comecei a pensar que essa coisa de ser a namorada de um policial ia me converter numa neurótica.

Eu olhei para o celular na minha mão e liguei de novo. Desligado. Eu não queria ser a namorada doida que liga pra todo mundo só porque o namorado está atgrasado umas quatro horas, mas todo mundo entenderia que era o meu primeiro dia como namorada de um policial, todos entenderiam a minha preocuapação, não é?! Ou o Anderson viraria a chacota da delegacia.

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