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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 525

— Como ele está? A recuperação dele está indo bem?

Foi isso que Ayla perguntou primeiro. Era o que mais importava para ela.

Os médicos trocaram olhares entre si antes de começarem a explicar, ponto por ponto, os resultados dos exames.

No geral, tudo parecia bem.

Os índices estavam dentro do normal. A maior parte do sangue acumulado internamente já tinha sido reabsorvida. O que ainda exigia atenção era a fraqueza do corpo e as lesões musculares externas, que pediam cuidado constante e, sobretudo, nada de esforço além da conta.

Ayla soltou o ar, aliviada, e virou o rosto para Daniel.

— Ouviu? Você ainda precisa descansar direito.

— Ouvi.

Daniel respondeu em voz baixa, puxando-a para mais perto, quase a ponto de deixá-la cair inteira em seu colo.

Ayla voltou a olhar para os médicos.

— E essas febres que aparecem de vez em quando? Isso também entra no normal? Ou a inflamação dentro do corpo dele ainda está forte?

— Isso... pode acontecer, sim. — O médico hesitou por um instante antes de assentir.

Ayla ainda ia perguntar mais alguma coisa quando Daniel já a envolveu pela cintura e a fez se levantar.

— Vamos. Estou com fome. Vamos comer.

— Espera...

Ayla teve de novo aquela sensação de que havia alguma coisa fora do lugar.

Mas Daniel simplesmente a levou dali.

Antes mesmo dos exames, ele já tinha combinado com os médicos que fariam apenas a avaliação básica.

Embora os especialistas recomendassem uma endoscopia com biópsia o quanto antes, Daniel foi inflexível.

Queria esperar Ayla deixar Astério para só então fazer isso.

Porque sabia muito bem: se ela descobrisse, ficaria.

E ele não queria isso.

Mesmo que houvesse uma chance mínima, quase inexistente, de o resultado ser ruim, Daniel não suportava a ideia de fazê-la carregar aquela angústia junto com ele.

Naquele dia, Giovanna até ligou querendo almoçar com os dois, e Ayla já tinha aceitado.

Mas Daniel não cedeu de jeito nenhum.

Ayla viajaria dali a dois dias. E, até lá, ele não queria dividir um único instante dela com mais ninguém.

Nem com a avó.

Com oitenta e sete andares, a Torre Celeste era o prédio mais alto de San Elívar, de onde se podia contemplar a cidade inteira aos pés.

E a localização era simplesmente perfeita.

Ao amanhecer, o nascer do sol era de tirar o fôlego. Ao entardecer, o céu incendiado ganhava uma doçura quase irreal. E, quando a noite caía, as luzes da cidade faiscavam lá embaixo como se o firmamento tivesse descido à terra.

Quando Ayla e Daniel chegaram, o fim da tarde ainda não tinha vindo.

O céu estava azul, vasto, sem limites.

Através do vidro cristalino, as nuvens que se espalhavam e se moviam do lado de fora pareciam tão próximas que bastava estender a mão para tocá-las.

— Aqui é lindo demais.

Ayla olhou para fora e, sem resistir, pegou o celular para registrar a vista de vários ângulos.

Em uma das fotos, surgiu um reflexo quase imperceptível.

Ela e Daniel.

Ayla, concentrada em fotografar as nuvens.

E ele, parado logo atrás dela, em silêncio, lhe fazendo companhia, olhando junto para a paisagem que ela admirava.

Ayla tirou várias fotos e depois mostrou tudo a Daniel, compartilhando com ele cada imagem.

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