Sempre que ele falava daquelas três noites e três dias em que os dois se apoiaram um no outro, Bianca nunca conseguia entrar na emoção dele.
Ela cortava o assunto rápido, como se ficasse envergonhada, como se não quisesse deixar ele falar.
E tinha mais.
A pinta vermelha atrás da orelha dela... sumiu.
— Heh... hehehe... — A cabeça de Gustavo balançou por dentro por alguns segundos e, de repente, ele soltou uma risada.
Ele riu mais alto. E mais alto. Até o canto dos olhos ficar úmido.
O homem que falou antes ficou apavorado com aquela reação. Ele inventou uma desculpa e saiu depressa.
O resto assistiu sem entender direito. Quando viu alguém fugir, todo mundo também tratou de ir embora.
O colega que organizou a reunião ainda tentou falar com Gustavo, mas a esposa puxou ele à força.
Vera revirou os olhos.
Que bando de "amigos". Não serviam para nada.
Gustavo cambaleou mais uma vez. Vera agarrou o braço dele, assustada.
— Mano, o que foi? Você está bem?
— Eu errei. — Gustavo olhou para Vera. Os olhos dele brilhavam de lágrima. O canto da boca ainda estava levantado, num sorriso torto que apertava o peito de quem via.
Vera balançou a cabeça.
— Não foi sua culpa. Foi culpa da Bianca e da Ayla...
— Não. Foi minha. — Gustavo soltou um riso frio. O rosto estava branco demais. Uma lágrima desceu pela bochecha, entrou no canto da boca, e o gosto amargo quase derrubou ele.
No caminho de volta, Gustavo não falou mais nada.
Ele ficou entorpecido no banco de trás, com o olhar cravado na rua passando rápido lá fora.
Ele não quis deixar Elena preocupada, por isso pediu que Vera fosse buscar ele. Então Vera só conseguiu levar Gustavo para a própria casa dele, a mansão dele.
Desde que Ayla foi embora, desde que Bianca também sumiu, e depois que a família Siqueira entrou em crise, ele dispensou as empregadas e os funcionários.
Na mansão da família ainda tinha gente para cuidar dele. Mas na casa dele, ali, era ele por ele mesmo.
Vera não ficou tranquila.
— Mano... quer que eu e o Manuel fiquemos hoje? Para fazer companhia?
Gustavo já não conseguia responder nem uma palavra.
Assim que entrou em casa, o corpo dele afundou, e ele desabou no sofá.
Vera saiu dali com a raiva presa. Ela não conseguia engolir.
Assim que deixou a mansão, ela ligou para Ayla.
Ela queria acabar com Ayla na palavra.
Mas não deu. O número dela estava bloqueado. A ligação nem completou.
Vera pegou o celular de Manuel e tentou de novo.
Deu o mesmo.
Ayla bloqueou a família inteira.
A raiva de Vera explodiu sem ter onde cair. Ela gritou dentro do carro.
— Ayla! Sua vagabunda! Se eu te pegar de novo, eu acabo com você!
— Você? Para. — Manuel soltou um riso curto, de desprezo. — Eu aposto que, se você encontrar a Ayla, quem sai por baixo é você.
Desde que a família Siqueira começou a afundar, ele também ficou incomodado, claro. Só que ele assistia de fora na maior parte do tempo.
A carreira dele ainda andava. E a queda dos Siqueira não puxava ele junto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...