Mas, até o instante em que percebeu que Isadora nunca o tomou como destino, Daniel sentiu uma espécie de alívio, como se algo pesado finalmente saísse dos ombros.
Talvez, desde o começo, ele colocasse ela num lugar que exigia proteção total.
E, nisso, ele engoliu sentimentos demais.
Ele nem chegou a encarar de frente se aquilo que sentia por Isadora, tão confuso e cheio de camadas, era amor ou não.
— Tá. Dessa vez você falou bonito. — Um brilho de alegria passou pelo rosto de Ayla. Ela baixou os olhos, e a felicidade apareceu discreta, delicada.
— Se você não acreditar, eu faço até juramento. — A voz de Daniel acelerou um pouco. Ele mal abriu a boca e Ayla já apertou os dedos sobre os lábios dele, calando.
— Eu acredito. — Ayla soltou, rendida. Um homem que não acreditava em nada ainda assim queria jurar de tudo.
O ar quente dele correu pela palma dela. Ayla puxou um canto de boca, sem conseguir evitar, e encarou a expressão séria dele.
— Da próxima vez, você presta atenção. Você não vai sonhar com ela. E, nem em sonho, você vai falar o nome dela... senão eu fico com ciúme.
— Tá bom. — Daniel respondeu, grave. — Eu fico feliz quando você sente ciúme por mim, mas eu não suporto ver você triste.
Ele segurou a nuca de Ayla, e os dois se encaixaram no canto do banco. Do lado de fora, as luzes da rua sumiram do vidro.
— Então eu vou corrigir isso. Do jeito certo.
— ...Hã... — Ayla ainda tentou falar, mas a voz travou.
Toda vez que Daniel prometia algo, ele fazia com uma seriedade quase militar. Só que, quando ela olhava de perto, não existia dureza ali.
Era um tipo de ternura que prendia e consumia, como um veneno doce, lento.
No semáforo, o motorista pegou um reflexo no retrovisor e se assustou. Ele desviou o olhar na mesma hora.
...
Às três da manhã, Vera recebeu uma ligação e saiu às pressas, levando Manuel junto, direto para o hospital.
Na emergência, dentro e fora da sala, Gustavo e os amigos estavam sendo enfaixados.
A polícia anotou, acalmou o grupo, abriu o caso e foi embora.
Quando Gustavo levantou a cabeça, ele se perdeu por um segundo.
Na época da faculdade, aconteceu algo parecido. Ele saiu para beber com amigos, deu confusão com alguém, e ele também acabou no hospital.
Ayla recebeu a ligação e correu. Ela nem trocou de roupa. Ela chegou de pijama, com um casaco por cima, e invadiu a emergência.
— Gustavo, o que vocês fizeram? Dá para ser racional? Onde você se machucou? Deixa eu ver.
A voz e a imagem de Ayla passaram diante dos olhos dele num flash.
Então ele piscou e voltou.
Quem estava agachada ao lado dele era Vera.
Vera estava com o rosto cheio de preocupação. Ao ver Gustavo longe, ela chegou a pensar que ele levou pancada demais e ficou fora de si.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...