— Eu fiquei com ciúme. Muito ciúme. E agora, eu estou mal demais por dentro.
— Mas foi ele... foi coisa da cabeça dele. Você não precisa se irritar com um cara desses. Ele não chega aos seus pés... — A voz de Ayla foi baixando, porque Daniel se aproximava cada vez mais. Os lábios finos dele quase encostaram no canto da boca dela.
— Ele não chega aos meus pés em quê? — Daniel provocou, o hálito quente contra a pele dela.
— Em nada... ele não chega aos seus pés em nada. Nem um fio de cabelo seu.
Ayla ficou encarando os traços dele escondidos na sombra. Mesmo sem luz, ele ainda parecia bonito demais, daqueles que prendiam o olhar e não soltavam.
Só que não era o Daniel manso e correto de sempre. O homem gentil e polido tinha dado lugar a uma criatura de pura agressividade sensorial.
Era como um leão que, cansado de brincar com a presa, finalmente decidisse que era hora do banquete.
— Fala mais. — Daniel roçou de leve a boca dela, um carinho possessivo que subiu pela bochecha, enquanto sua mão deslizava lentamente da cintura para cima, despertando um rastro de fogo. — Eu quero ouvir você dizer que você só me ama.
— Eu...
Ayla hesitou, o coração martelando contra as costelas. Como ele podia ser tão direto?
— Vai. — Ordenou Daniel, a voz grave vibrando diretamente no ouvido dela, causando um arrepio violento.
— Eu só amo você. — Ayla falou com o rosto quente.
— Fala meu nome. — Daniel pediu.
— Daniel...
— Não é assim.
— Daniel...
— Eu sou o quê seu?
— Meu... marido. — O embaraço a dominou. Ela nunca o chamara assim, e sua voz soou doce, quase num sussurro rendido.
— De novo... — Daniel falou baixo, com aquela voz grave que parecia tocar direto no peito dela.
Embora estivessem de pé, ondas de um calor inexplicável começaram a emanar das profundezas de seu corpo, como um incêndio fora de controle. As orelhas latejavam de desejo.
— Marido... amor.
Ayla tentou recuar, buscar um pouco de sanidade e levá-lo dali, mas aquela palavra foi o gatilho.
Quando chegou, a luz do escritório dela já estava apagada.
E ela ainda saiu para beber com Mafalda.
Daniel não era burro. Ele entendeu na hora. Ayla não queria voltar para casa.
Em casa só tinha ele. Se ela não voltava, era porque ela estava irritada com ele.
Ayla travou.
— Eu não te ignorei.
— Então por que você está assim? O que te deixou chateada? O que eu fiz de errado? — Daniel não quis discutir. Ele foi direto, sem rodeio. — Me fala. Eu mudo.
As palavras vieram tão firmes que Ayla sentiu a garganta apertar, misto de comoção e culpa.
Ela pressionou os lábios por um instante e decidiu falar a verdade.
— Daniel, me responde com sinceridade. Você ainda... não conseguiu esquecer a Isadora?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...