O rosto dele tinha linhas marcadas, traços bem definidos, e, olhando por mais tempo, era impossível negar que ele era bonito. Num nível irritante.
Só que, para Rebeca, aquela cara sempre era a mesma. Uma cara maldita.
O silêncio ficou pesado dentro do carro. Bruno ligou uma música, como quem espantava o vazio.
Quando a letra chegou no refrão, ele começou a acompanhar, baixinho.
Ele cantava em inglês, com pronúncia limpa. A voz saía grave, encorpada, e era boa de ouvir. Boa a ponto de não ficar atrás do cantor original.
Bruno cantou por um tempo, esperando alguma reação.
Rebeca não deu.
— Rebeca. — Ele chamou, enfim.
— Oi? — Ela respondeu sem virar o rosto.
— Eu canto bem?
O carro parou no sinal. Bruno deixou uma mão no volante e levou a outra ao nariz, num gesto casual.
Rebeca apertou levemente o canto da boca.
Homem que se exibia assim parecia pavão abrindo as penas.
Ela não respondeu direto.
— Eu gosto de homem como o Sr. Daniel.
— O quê? — Bruno franziu a testa e olhou para ela como se ela tivesse enlouquecido. — Ei. Eu perguntei se eu canto bem.
Rebeca virou o rosto para ele, finalmente.
— Sr. Bruno me seguiu até lá, me tirou daquela situação e agora fica tentando chamar minha atenção. Você está interessado, não está? Só que eu já falei. Eu não sou do seu tipo. Eu não vou ser seu "talvez", nem seu passatempo, nem sua válvula de escape.
— Eu nunca falei que eu queria... — Bruno travou, sem conseguir devolver na mesma velocidade.
Só que, um segundo depois, ele pensou melhor. Rebeca não queria algo rápido. Mas, do jeito que ela falou, parecia que ela também deixava uma porta entreaberta para outra coisa.
Ele sorriu de novo.
— Então me diz. Do que você gosta no Daniel? Ele não é só um cara com família melhor, e com uma cara um pouco mais... bonita do que a minha.
Rebeca engoliu o próprio incômodo, forçou um sorriso leve.
— Você até parece... um homem direito.
— ...
...
Ayla ficou no Grupo Fonseca até tarde. Não foi porque o trabalho apertou. Foi porque, durante o dia, a cabeça dela não parou no lugar.
Daniel ligou uma vez. Quando ouviu ela dizer que estava ocupada, ele não insistiu. Ele não falou mais nada, mas o tom dele mudou, como se ficasse chateado.
Afinal, foi Ayla quem disse que ia tirar folga para ficar com ele. E ela continuava adiando.
Agora, vendo que ela ainda não voltou, Daniel mandou mensagem de novo. O jeito dele vinha suave, mas dava para sentir a cobrança escondida, perguntando se ela já saiu da empresa.
Ayla olhou para a tela e sentiu o peito pesar. Ela não sabia o que responder.
Dessa vez, ela parecia realmente irritada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...