— Como você passou o dia? Ainda sente alguma coisa estranha? Está doendo? — A preocupação de Ayla era tão cuidadosa que até o ar saía mais leve, como se uma palavra mais pesada pudesse machucá-lo.
— Não dói mais. Eu estou bem. — Daniel limpou a garganta. A voz continuava um pouco rouca. — Que horas você termina? Eu posso ir te buscar?
— Nem pensa nisso. Fica quieto, deitado, entendeu? Eu termino o mais rápido possível e volto sozinha. — Ayla cortou a ideia na hora, como se fosse algo perigoso demais até de imaginar.
Pelo telefone, ela ouviu Daniel soltar outra risada. Ele parecia ter falado só para provocar aquela reação, só para ouvir Ayla se preocupar com ele.
— Tá bom. Eu espero você voltar. — Cedeu sem insistir.
Nesse instante, Ayla percebeu passos ao lado dele. Ela já ia perguntar se ele estava mesmo em casa quando Felipe abriu a porta.
Como todo mundo chegou, Ayla precisou encerrar a ligação às pressas.
Devia ser Enzo ou o médico que ainda não tinha ido embora. Daniel já prometeu, e ele não era do tipo que quebrava a palavra. Ele não ia sair por aí.
Aquele jantar era, acima de tudo, Felipe querendo falar com ela de forma direta.
Na empresa, Ayla não podia estar sem ouvidos. Mais cedo ou mais tarde, ela descobriria as manobras discretas de Carolina. Melhor que viesse dele, na tentativa de diminuir a distância entre os dois.
Mesmo assim, Felipe se preparou para o pior. Depois de colocar as cartas na mesa, talvez Ayla nunca mais conseguisse confiar nele.
— Tio, eu entendo o que você fez. Todo mundo acaba encurralado, em algum momento. Quando eu voltei para a família Fonseca, você foi o primeiro a me estender a mão. Independentemente de a gente concordar ou não daqui pra frente, eu só espero que você continue sendo meu tio. Que você me trate como família.
Depois que Felipe terminou, Ayla também deixou claro onde se colocava.
Ela queria, de verdade, conviver bem com ele. Sem exigir que ele estivesse do lado dela em tudo.
Aquela postura deu a Felipe espaço, deu respiro.
Não precisava ser guerra. Entre eles, não existia a obrigação de escolher entre inimigos ou aliados.
Ayla confiar ou não em Felipe já nem fazia tanta diferença. A convivência entre eles já superava, de longe, qualquer coisa que Carolina tentasse plantar.
Nuno deu um sorriso sem graça e assentiu.
— Eu tenho, sim. Tem uma coisa que eu queria te pedir.
— Pode falar. — Ayla o encarou, curiosa.
Os problemas recentes dele já pareciam resolvidos. Ela não conseguia imaginar que tipo de ajuda ele ainda precisava dela.
...
A noite já estava mais funda quando Ayla saiu do elevador e apressou o passo até a porta.
A vontade de chegar fazia o corpo inteiro correr. Ela dirigiu rápido. Desde a ligação com Daniel, mal passara uma hora.
Por isso, ao sair, ela não avisou de novo. Queria chegar de surpresa e, de quebra, conferir se ele cumpria a promessa e continuava em casa, descansando como devia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...