— Obrigada... por ter trazido ao mundo um Daniel tão bom, tão extraordinário.
Aquela frase tocou algo no ponto mais profundo do coração de Daniel.
Ele apertou a mão de Ayla de repente. Os dedos chegaram a empalidecer com a força.
Desde que se lembrava de si mesmo, sempre que falavam da mãe, o tom vinha carregado de lamento.
Diziam que a existência dele roubou a vida dela. Que tirou do pai a própria felicidade.
Por muito tempo, Daniel acreditou que nunca deveria ter nascido.
Em incontáveis noites, esse pensamento o corroeu por dentro, como um parasita cravado nos ossos, impossível de arrancar.
E, naquele instante, Ayla dizia "obrigada".
Não era pena. Não era arrependimento. Era gratidão.
Gratidão à mulher que lhe deu a vida. E gratidão pela própria existência dele.
Aquelas palavras caíram como uma luz inesperada, iluminando um território árido do seu coração que jamais recebeu calor.
O desprezo silencioso que ele nutria por si mesmo, enraizado até a medula, foi violentamente abalado.
Daniel baixou a cabeça. Os olhos já estavam úmidos.
Ayla sentiu nitidamente o leve tremor do corpo dele, a tensão quase convulsiva que vinha da mão apertada na dela.
Ela sabia que, dentro dele, um verdadeiro maremoto se formava.
Sem dizer nada, envolveu o ombro dele com o outro braço e deixou que a testa dele repousasse ao lado do seu pescoço.
O tempo passou.
O sol subiu por completo. A luz quente rompeu as nuvens e caiu sobre os dois, espalhando calor.
— Ela... será que se arrependeu?
A pergunta saiu sem contexto, mas Ayla entendeu tudo.
— Nunca. — A resposta veio firme.
Ela engoliu a própria dor e falou com convicção absoluta.
— A sua mãe amou você acima de tudo. Foi por isso que ela fez essa escolha. O maior desejo dela com certeza era que você estivesse bem, saudável, feliz, e que se tornasse alguém muito, muito bom. Você é o maior orgulho da vida dela.
O ombro de Daniel estremeceu de leve, num movimento quase imperceptível.
Rebeca assentiu, ainda um pouco abatida.
— Já resolvi. Não foi nada muito importante. Desculpa te preocupar.
— Não tem problema. — Ayla sorriu. — Ultimamente a empresa não anda tão sobrecarregada. Se precisar de qualquer coisa, é só falar.
Ela levantou a mão e deu um leve tapinha no ombro de Rebeca, num gesto carinhoso.
Rebeca foi a primeira subordinada que Ayla orientou quando ainda estava no Grupo Siqueira.
Era a mais nova do departamento, mas também a que mais se esforçava. Inteligente, ágil, entendia tudo com poucas explicações. Por isso, Ayla sempre a considerou alguém a ser cultivado com cuidado.
Além do trabalho, havia semelhanças entre as duas. A convivência era natural, quase como entre irmãs.
— Certo... — Rebeca respondeu baixinho.
No mesmo instante, o elevador atrás delas apitou ao se abrir.
Quem saiu foi Bruno.
Assim que seus olhares se cruzaram, Bruno percebeu Rebeca ali. A sobrancelha dele se arqueou levemente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...