A noite estava densa como tinta. As luzes do interior já se apagaram, e apenas alguns pontos luminosos da cidade entravam pelas frestas da cortina de vidro.
Ayla deitava sem sono quando sentiu um peso atrás de si. O corpo de Daniel se aproximou, o cheiro limpo e frio dele a envolveu enquanto ele a abraçava por trás.
— Não consegue dormir? — Perguntou Ayla, em voz baixa, sem se virar.
Quando ela foi tomar banho, Daniel já tinha ido para o quarto de hóspedes. Ao ver a luz apagada há pouco, Ayla acreditou que ele já estivesse dormindo.
— Hum. — A voz dele saiu grave, preguiçosa. — Queria dormir abraçando você.
O tom era calmo, como sempre, mas Ayla percebeu ali um leve traço de manha.
Ela sorriu de canto.
— Daniel, obrigada por hoje. — Falou com suavidade. — Por me defender daquele jeito... e até por enfrentar seu pai por minha causa. Eu sei que isso não foi fácil para você.
Daniel ficou em silêncio por alguns instantes. O braço em torno dela se apertou, puxando-a ainda mais para dentro do abraço.
— Comigo você não precisa agradecer. — Disse, por fim.
Havia um leve travo na voz dele, quase imperceptível.
— Mas hoje... — Ele respirou fundo. — Eu realmente me senti mal.
— Por minha causa? — O coração de Ayla afundou um pouco. Ele ainda se importava com aquilo?
— Quando penso em você sendo machucada e eu não estando ao seu lado... — Ele pareceu procurar palavras. A frase saiu com uma breve pausa. — Isso me incomoda demais. Dá vontade de apagar aquele período da sua vida. Ou de ter te conhecido antes.
As palavras tocaram Ayla por dentro. Ela se virou, o nariz roçando de leve no queixo dele, a respiração ficando ainda mais suave.
— Isso já passou. — Disse com doçura. — Agora eu tenho você, não tenho?
— Ter passado não significa que não aconteceu. — A voz de Daniel ficou mais baixa, carregada de contenção. — Eu fico com dor no coração.
As últimas palavras saíram lentas, pesadas, uma a uma.
Ayla ergueu o queixo.
O beijo de Daniel desceu naturalmente.
Diferente de antes, não foi leve nem hesitante. Havia ali uma posse quase reverente, intensa, mas contida, como se ele controlasse cada movimento para não machucá-la.
Não foi um toque breve. Ele aprofundou o beijo com paciência, tomando o fôlego dela pouco a pouco.
Ayla sentiu o ar faltar. A mente ficou em branco. Ela apenas respondeu instintivamente, os dedos se fechando sem perceber no tecido do peito dele.
Depois de um longo momento, Daniel se afastou um pouco. A testa ainda tocava a dela, a respiração mais pesada.
— Se doer, diga. — A voz saiu baixa. — Se ficar difícil, diga também.
— A partir de agora, você não está sozinha. — Continuou. — Não precisa aguentar nada sozinha nunca mais.
— Ayla... — Daniel segurou a mão dela e a levou até o próprio peito, pressionando-a sobre o lado esquerdo. O coração dele batia firme, constante, atingindo a palma dela a cada pulsar. — Quero que isso aqui seja a sua maior força.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...