— Ovos fritos, bacon, um pouco de salada e torradas.
O coração de Ayla saiu do compasso. Quase por reflexo, ela baixou levemente o olhar e acabou vendo ainda mais claramente o colarinho aberto dele, o movimento lento do pomo de Adão.
— Tá — Daniel respondeu, mas o olhar permaneceu fixo no rosto dela, ainda mais atento.
De repente, ele levantou a mão. O dorso dos dedos roçou de leve a lateral do rosto dela, limpando um respingo quase imperceptível de óleo.
A pele dele estava morna. O toque foi tão leve que parecia um engano, mas bastou para fazer aquela pequena área do rosto de Ayla arder de imediato.
— Sujou aqui.
Ele explicou num tom casual. O olhar, porém, era fundo demais, como se pudesse tragá-la.
Ayla ergueu a mão por instinto, mas ele segurou delicadamente o pulso dela.
— Pronto, já saiu.
Enquanto falava, não soltou de imediato. O polegar roçou de leve a parte interna do pulso dela, quase sem intenção, antes de entrelaçar os dedos nos dela com firmeza tranquila.
— Vamos — Disse, puxando-a consigo. — Eu mal posso esperar para provar... o quão bom está.
Poucas palavras bastaram para deixar o rosto de Ayla tingido de vermelho. Com a mão presa à dele, se sentiu, de repente, como uma menina.
E, ainda assim, aquela sensação era estranhamente quente. Segura.
Quando terminaram o café da manhã, já não era cedo.
Daniel saiu mais tarde do que de costume. Enquanto comiam, o telefone dele tocou várias vezes, mas, como se temesse deixá-la desconfortável, ele recusou todas as chamadas.
— Vamos juntos. Eu te levo até a empresa.
O convite veio de forma natural. Ayla hesitou.
— Não é no caminho... e você deve ter coisas para resolver de manhã, não?
— Se eu passo o dia inteiro sem te ver — Daniel respondeu com simplicidade direta —, eu quero ao menos ficar mais um pouco com você.
Ele dizia esse tipo de coisa sem rodeios, sem preparação. Ayla ficou sem palavras, sem saber como responder.
— Daniel.
— Hm? — Ele respondeu, os olhos ainda na via.
— Obrigada.
Daniel lançou-lhe um rápido olhar de lado. Ao ver o celular na mão dela, entendeu imediatamente.
— Quem tenta te ferir está mexendo comigo — Disse ele com naturalidade. — Eu só protegi o que é meu. Só fiquei atento para não ir longe demais e acabar te afetando. Por isso segurei um pouco.
A voz era calma, sem ênfase.
Justamente por isso, cada palavra soava firme. Era mais firme e confiável do que qualquer jura açucarada que ela já ouvira.
Ayla não respondeu. O peito se apertou devagar, como se algo quente se espalhasse por dentro, lento demais para evitar.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...