Ela já acionou o departamento jurídico. O jurídico do Grupo Fonseca figurava entre os melhores do setor. Leandro, sem dúvida, pagaria pelo que fez, assim como os perfis de mídia que, sem apurar os fatos, espalharam a história de forma irresponsável.
— Ayla, você não pode aliviar para esse tipo de gente — Protestou Rebeca, indignada. — Usar esse tipo de coisa para difamar alguém é nojento demais, é baixo demais!
Rebeca e as outras passaram a manhã inteira defendendo Ayla. Desde que viram a notícia, não conseguiram trabalhar. Ficaram nos grupos tentando esclarecer, desmentir, rebater.
Mas as vozes delas, no fim, eram fracas demais. Nada se comparava a uma única ligação feita por Ayla.
— Vou cuidar disso — Respondeu em voz baixa.
Ela nunca deixava uma ofensa sem resposta. Com quem tentava pisá-la, jamais demonstrava piedade.
— Será que o Sr. Daniel já viu a notícia? — Rebeca começou, mas parou no meio da frase, como se algo lhe ocorresse. Olhou para Ayla, apreensiva. — Ayla, o Sr. Daniel não vai acreditar nesses boatos, vai?
Ao ouvir isso, um leve tremor passou pelo olhar de Ayla.
Ainda assim, ao pensar em Daniel, a resposta saiu quase sem hesitação:
— Ele não vai acreditar.
Era curioso. Eles se conheciam havia pouco tempo. Ele não a conhecia de verdade.
Mesmo assim, Ayla sentia, com uma certeza difícil de explicar, que Daniel não era esse tipo de homem.
Ainda assim, a situação era desagradável. Achou melhor avisá-lo. Pegou o celular e ligou, mas a linha estava ocupada.
Devia estar em reunião.
Enquanto pensava nisso, alguém bateu à porta do escritório. A voz inconfundível de Bruno atravessou a madeira:
— Posso roubar alguns minutos?
Antes mesmo de Ayla responder, a porta já se abria.
O homem entrou usando um terno azul-marinho de risca fina. O corpo alto se apoiava de lado no batente da porta, num gesto descontraído demais para a formalidade do ambiente.
— Ocupada?
No dia da contratação, ele apenas passava pelo local, e mesmo assim a garota o observava com desconfiança evidente.
As emoções todas estampadas no rosto.
Era... até charmosa.
— Rebeca, pode sair um pouco — Interveio Ayla, percebendo o silêncio incômodo.
Rebeca lançou um olhar rápido para Ayla, claramente relutante. Demorou alguns segundos antes de sair, contrariada.
— Ayla, por que as pessoas ao seu redor se mostram tão defensivas comigo? — Comentou Bruno, com um meio sorriso. — Parece até que eu sou algum tipo de monstro pronto para te devorar.
— Se tem algo a dizer, seja direto — Respondeu ela, sem se levantar. As mãos se cruzavam sob o queixo, o sorriso leve e distante. — Daqui a pouco tenho outros compromissos.
Bruno puxou a cadeira à sua frente e se sentou. Só então falou:
— Hoje ouvi alguns rumores bem desagradáveis a seu respeito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...