A temperatura caiu naquele dia. À noite, o frio se intensificou, e o sobretudo do Daniel parecia carregar uma camada fina de ar gelado.
O gesto gentil dela amenizou um pouco o abatimento de Daniel, mas ainda assim ele a afastou devagar.
— Já está tarde. Vá descansar.
— Sr. Daniel, você está chateado comigo? — Ayla se surpreendeu. Ao vê-lo prestes a sair, segurou o braço dele.
— Não. — Daniel respondeu no impulso, mas houve uma leve pausa na voz, rígida demais para soar natural.
— Foi porque eu esqueci que você vinha hoje ou porque eu não respondi sua mensagem? — O tom de Ayla suavizou. Soou quase como um pedido manhoso, embora ela mesma não percebesse.
Parecia que, sempre que estava diante de Daniel, o gelo acumulado em seu coração se dissolvia num instante.
Daniel permaneceu em silêncio.
Ele nunca cultivou relações excessivamente próximas. Acostumou-se cedo à distância, à frieza e até a ser esquecido.
Mas, naquela noite, enquanto esperava por Ayla, algo nele se desestabilizou.
Ele não ousou ligar. Também teve medo de não receber resposta alguma.
Sensações que já não deveriam afetá-lo voltaram de repente, como um pesadelo que se arrastava sem aviso.
— Daniel... me desculpa. Não fica chateado comigo, está bem?
De repente, Ayla o abraçou por trás, envolvendo-lhe a cintura com delicadeza. A voz baixou, carregada de culpa e de um tom suave de apaziguamento:
— Da próxima vez eu respondo na hora. Eu prometo que não vou esquecer o que você disser.
— Na verdade, hoje também aconteceram algumas coisas ruins comigo, você pode ficar um pouco? Só me fazer companhia.
— Como você me chamou agora? — Daniel ficou levemente surpreso.
Ela sempre o chamava de "Sr. Daniel", um tratamento educado, respeitoso, mantendo aquela distância sutil entre os dois.
— Sr. Daniel...
— Comprei pra você. Vê se serve.
Daniel abaixou os olhos para os chinelos. Algo discreto, mas luminoso, se acendeu no fundo do olhar. Ele nem chegou a experimentar. Respondeu sem hesitar:
— Gostei.
Ayla não conteve o sorriso. Os olhos se curvaram enquanto o encarava.
Daniel observou aquele sorriso, e o olhar dele também foi se suavizando. Perguntou em voz baixa:
— Do que você está rindo?
— Estou rindo porque... — o tom dela saiu leve, com uma doçura quase travessa — todo mundo lá fora diz que o herdeiro do Grupo Cardoso é frio, distante, até assustador. Só que eu sei que ele...
Ayla fez uma breve pausa, encarando os olhos profundos dele.
— ...é muito fácil de agradar. E muito gentil.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...