Embora mantivesse a voz controlada, Gustavo já sentia o coração sair do compasso.
Sra. Elena apreciava o silêncio. Vivia sozinha, há anos, numa propriedade afastada, aos pés da serra, nos arredores da cidade. Fora datas festivas, nem mesmo visitas da família costumavam ser aceitas.
Por isso, receber uma ligação dela era algo raro.
Ainda mais porque, em toda a família Siqueira, Sra. Elena foi a única que demonstrou verdadeira aprovação por Ayla.
Quando Gustavo levou Ayla para casa pela primeira vez, foi Elena quem se impôs contra todas as objeções e decidiu que o casamento deveria acontecer.
Depois da morte do patriarca, antes de se afastar definitivamente da família, ela segurou as mãos dos dois e advertiu Gustavo com extrema seriedade:
— Lalá pode não vir de uma família poderosa nem ter ninguém para protegê-la. Justamente por isso, você nunca pode maltratá-la. A vovó já viveu muito. Hoje em dia, meninas que sentem de verdade e ainda são competentes como ela são raras. Você precisa valorizá-la. Vocês vão envelhecer juntos.
Agora, ao lembrar dessas palavras, Gustavo sentiu mais do que culpa. Havia também uma pontada de vazio que ele próprio não sabia explicar.
— Ouvi alguns comentários. Você e a Ayla brigaram? — Perguntou Sra. Elena.
A voz era envelhecida, mas carregava uma autoridade que não admitia evasivas.
Gustavo hesitou por um instante.
— Vovó, de onde a senhora tirou isso? Estamos bem.
— Se estão bem, por que ela saiu de casa?
Ele tentou contornar, mas ficou claro que Elena sabia mais do que aparentava.
Não restou alternativa senão responder com alguma honestidade.
— Foi só um desentendimento pequeno. Casal nenhum vive sem discutir. Já está tudo melhor. Em alguns dias, isso se resolve.
Poucos segundos depois, como se tivesse se lembrado de algo, ligou imediatamente para Ayla. Ela não atendeu. Sem perder tempo, enviou uma mensagem.
— Lalá, a vovó volta pra casa amanhã. Ela quer te ver. Que tal vir almoçar conosco amanhã ao meio-dia?
A mensagem apareceu rapidamente na tela de Ayla.
Naquele momento, ela conversava com Daniel. O trabalho dele finalmente avançara um pouco, e ele comentou que em breve retornaria a San Elívar. Ayla, por sua vez, ainda o lembrava de descansar direito.
Assim que leu a mensagem de Gustavo, todo o bom humor desapareceu.
A conversa com Daniel cessou ali mesmo.
Sra. Elena era a única pessoa da família Siqueira que realmente a protegeu. Enquanto Elena ainda morava com eles, ninguém ousava tratá-la mal. Ayla sempre guardou uma profunda gratidão por isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Tá um nojo não anda...
O livro congelou…. Fica duas sem abrir qualquer capítulo… Tudo trancado! Vou abandonar. Tem uma semana, que não abre capítulo pra eu ler. Só pagando! Tô fora! Já bastam esse monte de comerciais, o tempo todo! Chega desse livro!...
Mas que loucura é essa agora a Ayla vai virar refém dessa escória de André e Carolina, não, não que desfecho é esse dois meses pra coitada ficar ainda,tô sem vontade de continuar lendo este livro....
Quando vai sair mais capítulos 580...
Tá muito enrolado tá demorando demais...
Começa agora a aparecer cada obstaculo para esse casal, é assassino profissional, é doença, chega!...
Tá uma enrolação só…e só estão liberando um capítulo por dia. No Blue Novel tá liberado tudo....
Parou no 550 faz mais de uma semana. Quantos capítulos tem esta novela?...
Porque não avança estes capítulos, está muito demorado....
A historia já está ficando chata, sem falar na demora p postar os capítulos! Fiz a leitura até a pg 531 sem precisar pg, agora q a história tá ficando chata quer cobrar?...