Aqueles olhares deixaram Carolina um pouco nervosa. Ela se apressou em explicar:
— Eu só levantei uma hipótese meio aleatória. Na verdade, é bem absurda.
Enrico não resistiu e começou a bater palmas, elogiando:
— Absurda nada. Essa hipótese faz muito sentido. Carol, quer saber? Esquece essa história de advocacia. Você devia prestar concurso para a polícia. Acabou de me dar uma nova linha de investigação.
Lívia se endireitou no sofá, com o rosto cheio de admiração.
— Agora entendi por que um advogado tão famoso quanto o Emerson fez questão de procurar minha cunhada pessoalmente e ainda ofereceu uma fortuna para levar você para o escritório dele. Minha cunhada é incrível. Mesmo que Antônio não seja o assassino, essa hipótese é ousada, faz sentido e já abre um novo caminho para a investigação.
Até Saulo, que quase nunca demonstrava muita emoção, tinha os olhos cheios de admiração.
Naquele instante, ele pareceu entender um pouco melhor por que o filho mais novo era tão fascinado por aquela mulher.
Quando se livrava da sombra da própria família e afastava a camada de tristeza que a cobria, Carolina revelava, por dentro, uma inteligência afiada, uma coragem rara e uma força impressionante.
Carolina olhou para todos, confusa diante de tantos elogios. Para ela, não havia feito nada tão extraordinário assim.
Quando seu olhar caiu sobre Henrique, percebeu que os olhos dele brilhavam, cheios de uma admiração quase transbordante. O sorriso em seus lábios era ainda mais terno.
Ela perguntou baixinho:
— Eu não tinha pensado nisso antes?
Henrique balançou a cabeça.
— Não. Talvez porque você estivesse envolvida demais, preocupada demais. Depois que seu pai foi preso, ainda veio a nossa separação. Você já estava começando a dar sinais de depressão e tinha problemas demais sufocando você. Não conseguia olhar para esse caso com a clareza e a racionalidade que tem agora.
— Ah.
Carolina assentiu e lançou a Enrico um olhar de súplica.
— Então vou ter que incomodar seus colegas. Peça que investiguem, principalmente, onde Antônio estava há cinco anos, na hora do crime, e o que estava fazendo. Também precisamos impedir que ele fuja agora.
— Ele não vai fugir. Está preso.
— Ainda tem mais de três anos de pena para cumprir. — Respondeu Henrique.
Carolina se surpreendeu.
— Preso por quê?
Lívia se animou na hora e respondeu, cheia de entusiasmo:


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...