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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 446

— E se eles se casarem? — Perguntou Saulo de repente.

Todos os presentes se calaram.

Carolina ficou ainda mais tensa. As palmas de suas mãos começaram a suar frio, o coração disparou, e seus olhos permaneceram fixos nos dirigentes, que haviam mergulhado em silêncio.

Saulo continuou tentando defendê-la, falando com firmeza:

— A namorada do Rick é uma moça íntegra, bondosa, patriota, dedicada à família e ao país. É advogada de interesse público e trabalha a serviço da população. No âmbito pessoal, é extremamente leal à nação e não tem qualquer ligação com o exterior.

Um dos dirigentes soltou um suspiro baixo, impotente.

— O senhor trabalha no governo, então sabe disso melhor do que ninguém. Para quem está dentro do nosso sistema, a escolha de uma esposa não depende apenas do caráter dela. Também é preciso considerar se a origem e a posição dela condizem com a função ocupada pelo marido. Quem ocupa um cargo elevado precisa preservar a própria imagem, conquistar a confiança pública e servir de exemplo.

Embora aquelas palavras não fossem uma recusa direta, o sentido já estava claro.

Casar-se com ela estava fora de questão.

Filha de um assassino. Com uma origem dessas, como ela poderia sustentar uma imagem respeitável? Como convencer o público? Como servir de exemplo para a sociedade?

Ela jamais poderia se tornar esposa do engenheiro responsável pelo programa aeroespacial.

Saulo insistiu:

— E quanto a terem filhos?

Os dirigentes trocaram olhares. Por fim, um deles suspirou.

— O ideal é que a vida pessoal dele não abra margem para críticas. Se alguém o denunciar por conduta inadequada, ou por ter um filho fora do casamento sem assumir devidamente a responsabilidade pela mulher, isso também afetará sua imagem pública. Ele perderia a possibilidade de receber distinções, obter progressões de carreira ou ganhar premiações. Mas não seria impedido de continuar trabalhando no Instituto Aeroespacial.

De repente, Carolina sentiu que talvez tivesse sido melhor o bebê não ter sobrevivido.

Ao menos assim, não afetaria as futuras avaliações de excelência, as promoções de nível nem os prêmios de Henrique. Tudo aquilo fazia parte do brilho da carreira dele. Um brilho que não podia ser arrancado por causa de uma criança.

Talvez Henrique nem se importasse com essas coisas.

Mas ela se importava.

Ela queria que o homem que amava brilhasse na própria carreira, que chegasse ao auge, cercado de honra, prestígio e reconhecimento.

Em silêncio, Carolina se levantou e saiu da sala, voltando para o quarto.

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