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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 443

Henrique acariciou o dorso da mão dela. Ao fitá-la, seus olhos estavam intensos e profundos, mas a voz saiu extremamente suave.

— Você dormiu o dia inteiro. Come um pouco e depois toma o remédio.

Carolina balançou a cabeça. Sua voz fraca saiu mole, sem forças.

— Não estou com fome.

— Mesmo sem fome, precisa comer.

Henrique soltou a mão dela, levantou-se e foi até a copa aquecer a comida no micro-ondas. Pouco depois, voltou trazendo tudo.

Abriu uma marmita depois da outra e colocou os potes sobre a mesinha de refeição diante dela.

Eram cinco pratos e uma sopa. Comida demais para uma pessoa só.

Carolina ergueu os olhos, surpresa.

— Por que você fez tanta comida?

Henrique soltou uma risada baixa.

— Fiquei com medo de você não ter apetite. Então preparei várias opções. Alguma coisa você vai querer comer, não vai?

— E você? Já comeu?

Henrique serviu a sopa para ela.

— Quando você terminar, eu como o que sobrar.

O coração de Carolina se apertou numa onda amarga. Ela ficou comovida e triste ao mesmo tempo.

Já estava escuro. Ele havia chegado ao meio-dia e ficado ao lado dela até aquele momento. Ela nem sabia se ele tinha almoçado, mas tinha certeza de que ele ainda não havia jantado.

Henrique fazia demais por ela.

De repente, Carolina sentiu uma vontade enorme de chorar, mas se esforçou para engolir aquela emoção.

Henrique pegou uma colherada de sopa, soprou com cuidado por alguns segundos e a levou até os lábios dela.

— Canja de galinha. Ficou bastante tempo no fogo.

Carolina aceitou a colher que ele lhe oferecia. O sabor era quente, delicado e reconfortante.

Assim que a colher saiu de sua boca, ela pegou outro talher e o entregou a Henrique.

— Vamos comer juntos.

— Primeiro eu cuido de você. Quando você comer direitinho, eu como.

— Quando eu terminar, a comida já vai estar fria.

— Nem está frio hoje. Não tem problema.

Henrique pegou mais uma colherada de sopa e a levou até ela.

Carolina virou o rosto para o lado, emburrada, com uma expressão cheia de mágoa.

Mas aquela mágoa não era por ela.

Era por ele.

Um homem quase perfeito como Henrique entregava o coração inteiro a uma mulher como ela, que não era nada, que não tinha nada. Até para comer, ele queria esperar pelas sobras dela.

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