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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 100

Por um instante, a tensão dentro de Carolina cedeu.

Ela virou a cabeça na direção indicada.

O caminho estreito estava vazio. Silencioso. Não havia ninguém.

A esperança que acabara de nascer se apagou na mesma hora.

Quando percebeu o erro, já era tarde.

O homem surgiu num movimento rápido ao lado dela, agarrou seu pulso com força brutal, torceu o braço sem piedade e arrancou o bastão elétrico da mão dela, jogando-o para dentro dos arbustos.

O pânico tomou conta.

Carolina se virou e saiu correndo, gritando com todas as forças:

— Socorro…!

Antônio disparou atrás dela e puxou seu cabelo com violência.

— Ah!

Uma dor lancinante explodriu no couro cabeludo. As pernas travaram. Ela não conseguiu avançar nem mais um passo.

Antônio não era um homem grande ou imponente.

Mas a diferença de força entre um homem e uma mulher ainda assim era cruel.

Diante dele, Carolina continuava em desvantagem.

Com uma mão, ele tapou a boca dela.

Com a outra, manteve os dedos enroscados em seus cabelos, arrastando o corpo dela para dentro do caminho estreito entre os arbustos, na direção da casa dele.

— Mmm… mmm…

Carolina se debateu com todas as forças, mas nenhum som conseguiu sair.

O couro cabeludo ardia de dor. Era tão intenso que as lágrimas subiram aos olhos.

O medo cravou-se no peito como uma chuva de flechas envenenadas, uma após a outra.

No meio da luta desesperada, a bolsa escapou de sua mão e caiu no chão.

De repente, uma ideia atravessou o pânico como um relâmpago.

O celular.

Ele ainda estava no bolso do casaco.

Carolina esticou a mão com dificuldade, enfiou os dedos no bolso e levou o telefone discretamente para trás do corpo.

O gesto foi automático, quase instintivo.

Com o dedo, destravou a tela pelo leitor biométrico. A conversa com Henrique ainda devia estar aberta, nos áudios.

O polegar pressionou a parte inferior da tela.

A boca firmemente tapada não deixava escapar sequer um som.

As bochechas doíam de forma lancinante, como se todo o rosto estivesse sendo esmagado.

Antônio abriu a porta de casa com violência e a atirou para dentro, trancando a fechadura logo em seguida.

Carolina cambaleou com o impacto e caiu.

Mãos e joelhos bateram no chão gelado. Por um segundo, a cabeça girou, a visão escureceu. O pânico tomou conta de vez.

Pelo que ela vinha observando naquele período, Amanda tinha uma vida privada caótica. À noite, quase sempre saía para farrear e raramente ficava em casa.

Antônio não a teria arrastado até ali apenas para conversar.

Se ela gritasse por socorro, antes mesmo que algum vizinho percebesse, ele a dominaria novamente. Taparia sua boca com algum objeto ou faria algo ainda mais extremo.

Um sujeito como Antônio, sem qualquer respeito pela lei, já tinha perdido totalmente a razão.

Provocá-lo agora só levaria a coisas fora de controle.

Ela precisava se acalmar.

Precisava manter a cabeça fria.

Respirar.

Pensar.

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