“Desculpe, Priscila, hoje eu precisei fazer uma cirurgia, então não consegui cuidar dela a tempo. Deixei-a aos cuidados da enfermeira, mas ela não vigiou direito. Olhando pelas câmeras, parece que ela saiu sozinha. Mas não se preocupe, já chamamos a polícia e eles estão procurando!”
“Narciso, sei que já lhe causei muitos transtornos. Por favor, cuide da Luzinha para mim, estou indo para aí agora mesmo!”
Priscila só queria chegar rapidamente a Boston.
Luzinha tinha apenas cinco anos. Depois de sair do hospital, para onde ela poderia ter ido?
Priscila saiu apressada de casa.
Assim que chegou à porta, foi impedida por um grupo de homens vestidos de preto.
“O que vocês querem? Deixem-me sair!”
Os olhos de Priscila estavam vermelhos. Nada, naquele momento, era mais importante do que ir a Boston ver sua filha.
“Senhora Duarte, para onde a senhora pensa que vai? A senhora mandou dizer que você não deve sair para lugar nenhum. Depois que o senhor Castilho se recuperar, então poderá deixar o hospital!”
O homem à frente tirou os óculos escuros e fez um gesto formal para Priscila.
“Deixem-me passar, preciso sair!”
Priscila tentou passar correndo pelo meio deles. As portas de vidro do hospital, naquele instante, já não eram simples portas, mas sim portas para a sua sobrevivência.
Ela correu rapidamente, perdendo um dos sapatos no caminho.
“Rápido, chefe, não deixem essa mulher fugir, vamos atrás!”
Os homens correram atrás de Priscila.
Finalmente, Priscila saiu do hospital e conseguiu parar um táxi.
Ela bateu na porta do táxi, implorando ao motorista: “Por favor, senhor, me leve até o aeroporto!”
O motorista, ao ver Priscila apavorada e desarrumada, hesitou por um momento.
Nesse instante, os homens de preto já a alcançaram e puxaram Priscila pelo ombro, levando-a de volta.
O motorista do táxi ficou surpreso.
Vários aviões já haviam pousado em aeroportos alternativos e estavam seguros.
Somente o voo KE132, que precisou atravessar a zona de tempestade no momento mais crítico, ainda estava no ar.
O tempo ruim cobria toda a área de pouso do KE132, e o radar mostrava cada vez mais regiões amarelas e vermelhas.
As rádios de Boston também acompanhavam com atenção a aterrissagem segura daquela aeronave.
Luzinha havia visto as informações sobre o voo na televisão local.
Comandante: Reinaldo
O mais jovem e destacado comandante, futuro herdeiro do maior grupo aéreo do continente, entre outras informações.
O mais importante era que o KE132 precisava pousar em segurança no aeroporto em até duas horas.
Caso contrário, o avião ficaria sem combustível, colocando todos os passageiros em risco, inclusive de perderem suas vidas.

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