“Muito bem!”
Reinaldo afastou-se de Luís.
“Senhor, mas e a senhora...?”
Luís suspirou. Antes, Reinaldo sempre escutava Maíra, mas, desde o ocorrido com Priscila e Vicente alguns anos atrás, o senhor raramente sorria e já não obedecia à esposa como antes.
Ele não sabia se isso era bom ou ruim.
Luís soltou outro suspiro.
Dez minutos depois
Atrás de Reinaldo vinha um médico vestido de jaleco branco.
Luís percebeu quem era: o médico mais famoso de Cidade Altavista, Dr. Mendes.
Diziam que era difícil conseguir uma consulta com o Dr. Mendes.
Não imaginava que o senhor tivesse saído para buscar o médico. Provavelmente era por causa da Sra. Duarte.
Sobre o assunto de Priscila e Reinaldo, mesmo sendo o mordomo ao lado de Reinaldo, Luís não tinha autoridade para intervir na vida pessoal do senhor.
Mas ele desejava que tudo ficasse bem, e, de preferência, que a Sra. Duarte não aparecesse mais diante do seu patrão.
Luís balançou a cabeça.
Ele via claramente que o senhor estava se perdendo novamente.
Anos de experiência não o fizeram esquecer as feridas causadas por Priscila.
Reinaldo e Dr. Mendes já haviam chegado ao quarto.
Enquanto isso, Priscila, que estava submersa na água fria há muito tempo, saiu cambaleando do banheiro.
Ela vestia um roupão, com os cabelos ainda encharcados.
Ao ver que Reinaldo ainda estava do lado de fora do banheiro, Priscila ficou extremamente surpresa. Ela parou e secou os olhos vermelhos.
Ele realmente não tinha ido embora?
Pensou que ele a tivesse deixado ali, enquanto continuava a festa para a noiva.
“Sr. Ferreira, não me diga que me tirou da cama no meio da madrugada por causa desta senhorita!”
Rodrigo Mendes balançou a cabeça.
Reinaldo lançou um olhar para Priscila. Ele queria odiá-la, mas simplesmente não conseguia.
“Fique tranquilo, ela não vai morrer, campeão!” Rodrigo ironizou.
Priscila sentiu o corpo leve, mesmo após tanto tempo na água fria a febre ainda não havia passado completamente.
Mas já se sentia melhor, não era mais dominada por aquela compulsão incontrolável de forçar Reinaldo.
Agora, sentia apenas o frescor do soro escorrendo pelo braço, e logo perdeu a consciência.
“Reinaldo, sua mulher desmaiou!”
Rodrigo, que aplicava o soro em Priscila, se assustou ao vê-la cair repentinamente na sua frente.
Felizmente, não havia obstáculos à frente; do contrário, ela teria se ferido.
Antes que Rodrigo terminasse a frase, Reinaldo correu e tomou Priscila nos braços, levando-a para o quarto.
“O que aconteceu? Por que ela desmaiou de repente?”
Reinaldo deitou Priscila na cama e tirou seus sapatos.
“Sr. Ferreira, deveria perguntar a si mesmo. Como pode não cuidar dela? Deixou uma bela mulher deitada numa banheira com água fria!”

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