A faca que estava nas mãos de Priscila caiu no chão.
Samuel riu friamente: “Você ainda teve a ousadia de trazer uma faca! Acha mesmo que vivi tanto tempo nessa sociedade à toa? Quanto mais você resiste, mais eu gosto!”
Samuel levantou as mãos de Priscila.
Em seguida, a imobilizou sob seu corpo.
Priscila não conseguiu se mover, olhando para o rosto repugnante de Samuel que, lentamente, se aproximava dela.
Ela virou o rosto para o lado, lutando com esforço, mas parecia que quanto mais resistia, mais animado Samuel ficava, apertando ainda mais suas mãos.
Será que sua dignidade seria destruída assim?
Sem saber o porquê, Priscila começou a chorar de tristeza naquele momento.
Na mente dela, passavam-se várias lembranças com Reinaldo.
“Reinaldo, adeus, nunca mais teremos uma chance nesta vida!”
“Droga, que chato, por que está chorando? Eu vou te fazer sentir prazer!”
Samuel arrancava o vestido de Priscila de forma agressiva.
A barra do vestido já estava em pedaços.
Do lado de fora do quarto.
Reinaldo ligava para o celular de Priscila, procurando de quarto em quarto.
O celular de Priscila tocou no quarto 220.
Samuel não se importou com o celular de Priscila.
Quando Reinaldo percebeu que o som vinha exatamente daquele quarto, caminhou rapidamente até a porta e a chutou com força.
Ouviu-se um estrondo.
A porta se abriu.
A cena diante dos olhos caiu diretamente na visão de Priscila.
Os olhos de Reinaldo estavam vermelhos de raiva, e ele puxou Samuel de cima de Priscila com fúria, dando-lhe ainda um chute que o lançou ao chão.
Tirou o próprio casaco e cobriu o corpo de Priscila.
“Sr. Ferreira…”
Quando todos olharam naquela direção, viram que Reinaldo segurava uma mulher em seus braços.
Mas não conseguiam ver o rosto da mulher.
Todos começaram a cochichar.
Maíra estava parada no andar de baixo, olhou para Reinaldo e depois para Samuel, que era carregado por Elio e Luís.
Por acaso, Samuel olhou para Maíra com um olhar de dor, como se estivesse pedindo ajuda.
Ele sabia do que Reinaldo era capaz.
No mundo dos negócios, Reinaldo era conhecido por sua crueldade e decisões implacáveis, causando medo em todos.
Mas, claramente, tudo aquilo tinha sido planejado por Maíra.
Sendo Reinaldo filho de Maíra, como ele pôde tratá-lo daquela forma?
“Sra. Machado, me ajude, não foi você…”
Samuel tremia inteiro, não sabendo se era de dor ou de medo das ações de Reinaldo.
“Sr. Castilho, eu o convidei com toda a boa vontade para a festa de meu filho e de minha nora, como pôde causar confusão aqui? Isso é desrespeito com nossa família Ferreira, tirem-no daqui imediatamente!”

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