Priscila correu rapidamente para longe.
Embora já tivesse visto antes, na mansão, roupas femininas espalhadas pelo chão, agora presenciou com os próprios olhos o momento de intimidade entre eles.
Sentiu uma dor ainda maior do que da última vez.
Correu sem parar até um canto do corredor, onde se apoiou no corrimão e respirou ofegante, tentando se recompor.
Maíra acompanhou tudo atentamente.
Um belo sorriso se formou em seus lábios.
Ela havia, de fato, impedido Priscila de seguir adiante de propósito, e pelo que via, seu objetivo fora alcançado.
Rapidamente, Maíra se aproximou de Priscila, que ainda estava parada junto ao corrimão, absorta em pensamentos.
Impediu Priscila de continuar andando.
“Vamos, para o quarto 220. A pessoa que apresentei para você está te esperando lá dentro. Não vá desperdiçar esta oportunidade!”
Maíra resmungou friamente, puxando Priscila em direção ao quarto 220.
Ao passar pelo quarto 208, para onde Reinaldo havia indicado que fosse, Priscila apenas lançou um olhar, mas logo foi arrastada por Maíra para frente.
Maíra levou Priscila até a porta do quarto 220, que estava aberta.
Empurrou Priscila para dentro do quarto e trancou a porta firmemente.
Priscila tentou puxar a porta, mas percebeu que não conseguiria abrir. Ao se virar, viu um homem velho e feio sentado no sofá atrás dela.
Enquanto ela observava o homem, ele esfregava as mãos e correu em sua direção.
Em um movimento brusco, a abraçou com força.
“O que está fazendo? Me solte!”
Priscila reconheceu imediatamente quem era: Samuel Castilho.
A reputação daquele homem era conhecida – ele tinha gostos peculiares e várias mulheres já haviam morrido em suas mãos.
Samuel riu alto: “Você acha mesmo que a senhora da família Machado te considera uma filha? Ela me disse que eu poderia fazer o que quisesse com você, que não se importaria. Ela quer que a coisa toda se resolva logo!”
A mão de Priscila tremeu levemente.
Então era isso que Maíra queria desde o início.
O que não esperava era que ela fosse tão cruel, não bastando alguém como Francisco, ainda trouxe um lixo como Samuel para ela.
Era claro que Maíra queria sua destruição.
E usaria Samuel para isso.
“Sr. Castilho, sei que seus negócios não estão indo bem ultimamente. Se prometer me deixar ir, podemos fazer um acordo!”
Samuel ficou surpreso com o fato daquela mulher saber que seus negócios enfrentavam dificuldades recentemente.
Estava justamente aflito por não ter capital suficiente, correndo risco de quebrar a qualquer momento.
Priscila, na verdade, falava sem certeza, apenas deduzira algo ao observar as roupas e o modo de se vestir de Samuel.

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