A porta do camarim foi levemente batida do lado de fora.
Cecília instintivamente virou-se e viu Wilson, que havia trocado para um terno vintage preto, exibindo uma elegância refinada, enquanto caminhava em sua direção com um sorriso acolhedor.
Wilson segurava uma caixa de veludo preto, que ele colocou sobre a penteadeira. A caixa parecia extremamente sofisticada.
Ao abrir a caixa, revelou uma coroa incrustada de diamantes. A pedra central, aparentemente com mais de dez quilates, era acompanhada por diamantes menores e pérolas naturais, todas brilhando intensamente.
Wilson colocou a coroa de diamantes na cabeça de Cecília com as próprias mãos e, então, inclinou-se para deixar um beijo suave em sua bochecha.
"Combina muito com você."
Cecília olhou para ele através do espelho à sua frente, com um sorriso tímido elevando os cantos dos lábios.
Cecília apenas havia trocado para o vestido de noiva e ainda não tinha conseguido trocar os sapatos. Ela usava um par de sapatos de salto alto bordados em vermelho, que não combinavam com o vestido.
Cecília levantou-se, prestes a trocar os sapatos, mas foi gentilmente pressionada de volta ao assento por Wilson.
Ajoelhando-se à sua frente, mas mantendo a postura ereta, ele segurou um de seus pés e colocou um sapato de cristal em seu pé, com um olhar de plena devoção.
"Você está deslumbrante hoje, minha princesa."
"Lisonjeiro," Cecília riu, inclinando-se para dar-lhe um beijo rápido nos lábios.
Raramente, uma sombra de timidez passou pelos olhos profundos de Wilson.
O casamento estava prestes a começar. Wilson foi se preparar com antecedência.
A maquiadora ajustou o véu de Cecília mais uma vez, e ela saiu do camarim acompanhada pelo pessoal de apoio.
Eles não se viam há pouco mais de um ano, mas parecia que uma eternidade havia se passado.
Houve um tempo em que ele sonhara em vestir Cecília com um vestido de noiva e envelhecer ao lado dela. Mas esses sonhos foram desgastados pelas intrigas de sua mãe e pela separação prolongada.
"Cecília," Everaldo chamou seu nome com uma voz rouca.
"O senhor Duarte deseja algo?" Cecília perguntou friamente, seus olhos sem expressão observando-o como se ele fosse um estranho.
Everaldo balançou a cabeça involuntariamente, esboçando um sorriso amargo, "Eu só queria ver como você ficaria de noiva, e você está realmente linda."
"Obrigada." Cecília respondeu com um comentário educado, mas vazio de sentimento, antes de se virar para um dos funcionários ao lado. "Este senhor Duarte está no lugar errado, por favor, poderia acompanhá-lo para fora?"
"Claro." O funcionário do casamento, extremamente profissional, não fez perguntas desnecessárias e se aproximou de Everaldo com um gesto educado, indicando a saída.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Afeição tardia é pior que grama
Atualizaaaa...
Atualizaaa...
KD as atualizações???...
Atualiza por favor 😕...
Ótima história mais cadê as atualizações????...
Parou de atualizar????...
Não terá mais atualização???...