— Sra. Alencar, você está grávida de quatro semanas.
Júlia Alencar segurou os resultados dos exames, sem conseguir esconder a alegria no rosto.
Ela andava sentindo fraqueza, falta de apetite e náuseas. Achou que estivesse com algum problema de saúde, mas ao fazer os exames no hospital hoje, o médico informou que estava grávida de um mês.
— Sra. Alencar, planeja ter o bebê ou não?
— Vou ter. — Júlia disse com muita firmeza.
— Certo, então o hospital fará o registro e criará seu prontuário.
O médico fez as perguntas de rotina sobre o histórico médico e se ela tinha sofrido algum aborto anterior, e então a registrou.
— O bebê parece estar bem no momento. Basta a senhora voltar no prazo de um mês para o próximo exame.
— Tudo bem.
Júlia guardou o laudo do ultrassom e os comprimidos de ácido fólico receitados na bolsa, e saiu do hospital.
No estacionamento, ao entrar no carro, Júlia não via a hora de pegar o celular. Queria dar a notícia da gravidez imediatamente ao seu marido, Arthur Fonseca.
Com o número discado, o som de chamadas no alto-falante ditou o ritmo de seus batimentos cardíacos, antes desordenados.
O toque soou por um bom tempo, até a mensagem de voz entrar: — Olá, o número para o qual você ligou não pode atender no momento. Por favor, tente novamente mais tarde...
A ligação terminou, e Júlia guardou o celular logo em seguida.
Estavam casados há três anos. Ela sabia que, ocupando o cargo de presidente do Grupo Fonseca, ele era ocupado. Ela raramente tomava a iniciativa de ligar para ele. Hoje... a alegria da gravidez a deixou eufórica.
Ela pensou que talvez fosse mais significativo esperar Arthur voltar para casa, mostrar os exames diretamente a ele e contar pessoalmente.
Júlia mal havia estacionado em casa e ainda não tinha descido do carro quando recebeu o retorno de Arthur.


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