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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 70

— O que aconteceu com o seu? — Cirdan perguntou.

— Eu... bati o carro — ele respondeu, abaixando a cabeça.

— Bateu o carro? — Dulce Marta questionou, confusa.

— Existe alguma coisa em que você não bateu nas últimas horas, Oliver? — O pai o encarou.

— A cabeça — ele respondeu. — E seria melhor bater a cabeça e perder a memória... porque tudo isso parece um pesadelo.

Cirdan sorriu, retirou a chave do bolso e a colocou na mão do filho:

— Leve Jack para casa.

— Realmente não precisa — contestei.

— Você acha correto pegar um Uber às duas horas da manhã com duas crianças, Jaqueline? — Oliver me encarou.

Não, não era correto. Tampouco seguro. Eu preferia que Cirdan e Dulce Marta me levassem para casa. Mas sabia que não adiantaria argumentar.

Oliver e eu permanecemos em silêncio durante todo o trajeto. Quando chegamos à frente do prédio de Natália, ele pegou Zoe, que era mais pesada, e me deixou carregar Maicon.

Subimos em silêncio. Acho que já não existia nada a ser dito.

Abri a porta e, quando percebi, ele entrou atrás de mim sem pedir licença.

— Você fica aqui — avisei. — Vou colocar Maicon na cama e logo volto para buscar Zoe.

— Quero ver onde os meus filhos estão dormindo.

— Eles estão seguros.

— Eles têm uma casa.

— Você dá uma casa a eles. Eu ofereço um lar.

— Eu levarei Zoe até a cama, Jaqueline. E não existe nada que você possa fazer para me impedir.

Respirei fundo. Já não tinha forças para continuar lutando. Estava cansada demais.

Assim que cheguei ao quarto, acendi a luz e coloquei Maicon na cama. Oliver acomodou Zoe ao lado dele. Quando os dois ficaram devidamente confortáveis, ele me encarou:

— Uma única cama para os dois? Vai me dizer que você também divide o colchão com eles?

— Sim — confirmei. — Exatamente isso.

— Está submetendo meus filhos a dormir numa única cama quando eu ofereço quartos individuais, confortáveis e com tudo de que precisam.

Eu ri, com desdém:

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