Dei alguns passos, desvencilhando-me de Brianna. Passei a mão pelo rosto, atordoado. Eu precisava pensar.
Olhei para o Estate Manager:
— Ligue para a senhora Hills e ofereça o dobro do salário que ela recebia aqui.
Eu sabia que Jaqueline certamente não teria oferecido um salário muito superior ao que a senhora Hills recebia para trabalhar naquela casa. Portanto, era óbvio que a governanta voltaria.
Subi as escadas em direção ao meu quarto. Eu estava cansado. Na verdade, não passava de um trapo humano. Sequer tive coragem de olhar para o espelho, porque certamente veria refletido nele um homem que não era eu.
Entrei no quarto e Brianna veio logo atrás:
— Oli, você não pode mandá-la voltar. Fui eu quem a demitiu. Se a governanta retornar recebendo o dobro do salário, nunca vai me respeitar como a verdadeira dona desta casa.
Respirei fundo:
— Brianna, vou pedir uma coisa a você.
— Pode pedir, Oli.
— Não...
Antes que eu concluísse, percebi que ela havia tirado da parede do quarto o retrato da minha família. Dei um passo para trás, atordoado:
— Eu o joguei fora. — Ela sorriu. — Não faz sentido dormirmos juntos com o rosto de Jaqueline nos observando.
As palavras saíram de forma automática:
— Traga o quadro de volta.

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