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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 40

Ele riu:

— E acha que algum dia acreditei que não fosse assim?

Como assim ele sabia que eu e Jaqueline só permanecíamos juntos por causa das crianças? Nunca havíamos demonstrado intimidade ou sequer trocado um gesto de carinho diante dos outros. No entanto... fingíamos muito bem que éramos uma família feliz.

— Se sabia, por que fingiu que não sabia?

Meu pai não me olhou nem respondeu. Caminhou até a cristaleira, retirou de lá um copo e uma garrafa de uísque e serviu-se sem pressa. Bebeu um gole e ergueu a garrafa em minha direção:

— Acompanha-me?

Ri com escárnio. Ele sabia que eu não bebia. Embora jamais tivesse explicado o motivo, decidi eliminar o álcool da minha vida depois das experiências desastrosas que tive por causa dele. A primeira foi quando fiquei bêbado e consumei meu casamento com Jaqueline. A segunda, quando ela me dopou. E a terceira... quando percebi a vida de merda que a família dela levava por causa do maldito álcool.

— Não.

Não entendi por que ele havia me oferecido. Ou será que sabia que eu fora dopado, ficara bêbado e transara com minha mulher naquelas condições? Ou simplesmente... naquele dia, decidira testar a minha paciência?

Meu pai sentou-se em uma poltrona diante de mim e bebeu mais um gole daquela bebida capaz de derrubar até o homem mais forte:

— Sabe por que estou bebendo, Oliver?

— Não faço a mínima ideia — respondi, porque realmente não fazia.

— Porque... depois desta conversa, quero desmaiar na cama e apagar tudo da minha cabeça até amanhã.

Sim, era um assunto bastante delicado. Ainda assim, não poderíamos continuar ignorando-o.

— Por que ele voltou?

— Acha que pode existir algum motivo além de nos destruir? — Quase ri.

Meu pai abaixou a cabeça e suspirou:

— Talvez Adriel considere que ainda estamos em dívida com ele.

— O fato de quase ter matado você já não foi suficiente para quitar essa dívida?

— Acho que ele nunca vai parar. E que isso jamais terá fim.

— Então viveremos para sempre assim, em pé de guerra, esperando que ele nos destrua?

— Sei que ele fez coisas horríveis, Oliver. Mas tenho a minha parcela de culpa, e nós dois sabemos disso.

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