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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 161

Eu não esperava nada em troca daquele presente. Tampouco gratidão. Não queria impressioná-la nem obrigá-la a sentir alguma coisa por mim. Eu apenas achava... que Jack merecia receber aquela joia para compensar, mesmo que de uma forma insignificante, os sete anos durante os quais nunca lhe dei absolutamente nada.

Aquilo faria com que eu me sentisse menos culpado? Certamente não, porque sabia que carregaria aquela culpa para sempre. Mas Zoe e Maicon gostariam de dar algo especial para a mãe. E eu queria que, ao olhar para aquelas pedras azuis, Jack se lembrasse de nossos filhos.

E breve, teríamos a consulta de Maicon. E eu estava pensando em tirar o dia de folga. Talvez pudesse fazer alguma coisa com eles e com Jack depois de sairmos do médico.

Jack e eu estávamos separados, mas eu sabia o quanto Zoe e Maicon sentiam falta da nossa família. E, nos últimos dias, Jack sequer permitira que eu a visse. Eu entregava e buscava nossos filhos por intermédio de Natália, aquela mulher insuportável que parecia ter sido criada apenas para testar minha paciência.

E... caralho... ficar tantos dias sem vê-la fazia com que eu sentisse alguma coisa estranha. Talvez... saudade. Afinal, foram sete anos morando sob o mesmo teto. Então, sim, sentir falta dela era perfeitamente compreensível. Não significava nada além disso. Ou ao menos era aquilo que eu tentava fazer minha cabeça acreditar.

Antes que eu chegasse ao meu carro, Brianna estacionou ao meu lado:

— Entre, amor.

Franzi a testa:

— Como assim?

— Quero apresentar nossa cobertura a você.

Respirei fundo:

— Acho que isso não é uma boa ideia.

— Talvez você realmente não precise de Avanafila. Talvez só precise sair daquela casa que está sugando toda a sua masculinidade.

Talvez eu devesse dizer imediatamente: “Não quero mais ficar com você.” Nossa vida juntos estava sendo um desastre. E, caso nos casássemos, certamente protagonizaríamos o divórcio mais rápido da história.

Ou seja, eu não me casaria com Brianna. Ao mesmo tempo, ainda sentia que tinha a obrigação de tentar mais um pouco. Afinal, eu não havia desejado aquilo durante praticamente toda a minha vida? Não planejara me casar com ela durante anos? Mesmo depois de me casar com Jack, eu continuara esperando reencontrá-la e concretizar o futuro que acreditava ter sido arrancado de nós.

Entrei no carro. Talvez Brianna tivesse razão e o problema fosse aquela casa. Mas eu não queria morar em uma cobertura. Principalmente numa cobertura comprada por ela. As crianças precisavam de uma casa, que seria muito mais segura e ofereceria mais opções de lazer para elas.

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