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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 140

Oliver deu um passo para trás:

— Quem queria causar um escândalo era o seu namorado. Se ele não tivesse esse objetivo, não teria vindo atrás de mim.

Achei a voz de Oliver calma demais. E ele não era daquele jeito. Se fosse, não estaria com metade do corpo quebrada.

Olhei para Adriel. Oliver não estava mentindo sobre aquilo. Ele saiu primeiro, e Adriel foi atrás dele.

— Acha mesmo que eu viria até aqui para brigar com ele? — Adriel me olhou, tentando se justificar. — Eu teria algum motivo para isso? Vocês estão separados.

Adriel voltou-se para Oliver e colocou o braço sobre meus ombros, puxando-me para perto de si:

— Jack não tem mais nada a ver com você.

Oliver passou a mão pelo rosto, atordoado. Depois me encarou:

— Eu só estava aqui, fumando um cigarro. E ele veio atrás de mim... para me provocar.

Fumando um cigarro? Olhei para sua mão, mas não havia nenhum cigarro entre os dedos. Aliás, era proibido fumar naquele restaurante. E... desde quando Oliver fumava?

Respirei fundo:

— Eu já estava aqui há algum tempo, Oliver. E não vi nenhum tipo de provocação por parte de Adriel.

Oliver riu e meneou a cabeça:

— Não importa o que eu diga, você sempre vai achar que estou mentindo.

— Talvez porque... você seja um mentiroso?

Oliver recostou-se no parapeito e abaixou a cabeça:

— Eu tentei proteger você, Jack. Mas, infelizmente, não tenho mais o que fazer para abrir os seus olhos.

— Você sequer cogita a possibilidade de eu ter me apaixonado por Jack, Oliver? — Adriel perguntou. — Acha que ela não possui qualidades e beleza suficientes para que alguém se apaixone por ela?

As palavras de Adriel me atingiram com força. E... não consegui entender se aquilo me fez bem ou mal.

Oliver me olhou durante alguns segundos. Sustentei seu olhar. E juro que tentei não sentir absolutamente nada. Mas não consegui. Talvez fosse porque o amei durante tantos anos e ainda estivesse acostumada àquela sensação. Ou quem sabe... fossem as palavras sinceras de Adriel que me deixaram daquele jeito.

— Você deixou Zoe e Maicon sozinhos? — Oliver perguntou, caminhando em direção à porta.

— Na verdade, deixei os dois com a sua esposa — falei, fingindo uma segurança que não possuía.

Oliver meneou a cabeça e respondeu enquanto voltava para o interior do restaurante, sem sequer olhar para mim:

— Ela não é minha esposa. E... você não deveria ter deixado nossos filhos sob os cuidados dela.

Ele saiu. E senti um aperto no peito. Talvez porque... ele realmente tivesse razão.

Porém... não seria exatamente daquela forma depois que eu morresse? Oliver não teria que deixar, em algum momento, Zoe e Maicon sob os cuidados da madrasta?

— Você está bem? — Adriel perguntou.

— Sim — menti, forçando um sorriso.

Eu não estava bem. Meu peito estava apertado e minha respiração já começava a acelerar. E eu sabia exatamente o que viria depois daqueles sintomas.

— Você está... pálida.

— É impressão sua — menti novamente.

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