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Adeus marido, seu amor nunca me pertenceu romance Capítulo 108

POV Jaqueline

— Vocês estão de carro? — Adriel perguntou.

— Sim.

— Não.

Natália e eu respondemos ao mesmo tempo. Naquele caso, ela disse não e eu sim. E, teoricamente, deveria ser o contrário, já que eu sequer tinha um carro.

— Aconteceu um pequeno acidente com o meu carro — ela explicou para Adriel. — Um idiota não viu o sinal vermelho e freou abruptamente. E eu... vinha rápido demais e... acabei batendo na traseira dele.

Tudo mentira! Mas pouco importava. Acho que a verdadeira questão ali era: Natália havia batido em um Maybach. E, mesmo que nascesse mil vezes, jamais teria condições de pagar pelo conserto. Talvez, se trabalhasse para Nikolay durante vinte anos, ele pudesse descontar do salário dela em suaves parcelas... equivalentes à metade de tudo o que ela receberia por mês.

— Precisa de ajuda com alguma coisa? — Adriel perguntou.

— Não — falei rapidamente, antes que Natália dissesse que sim. — O seguro dela cobre tudo.

Nesse caso, o seguro que ela não tinha.

— Então eu darei uma carona para vocês.

— Não precisa, Adriel — falei.

— Precisa, sim — Natália disse. — Onde está o seu carro?

Adriel sorriu, e fomos caminhando com ele até pararmos diante de um Rolls-Royce de edição limitada. Ele abriu para mim a porta ao lado do motorista. Hesitei antes de entrar. Não porque estivesse insegura por ir sentada ao lado dele, mas porque tinha medo até de respirar dentro daquele carro, que custava mais do que todo o patrimônio que os Walker conseguiriam acumular durante uma vida inteira.

Sentei-me e, antes mesmo que pudesse pensar em alguma coisa, Natália já estava acomodada no banco traseiro. Minha amiga tinha o dom de arranjar confusão em qualquer lugar por onde passasse.

Adriel sentou-se ao meu lado e me olhou:

— Você está bem?

— Sim.

Por que eu não estaria? Adriel não tinha como saber nada sobre o meu verdadeiro estado de saúde.

Tentei relaxar. E, assim que percebeu que eu estava ficando um pouco mais tranquila, ele deu a partida no carro.

Natália falava sem parar e Adriel respondia a tudo pacientemente. De vez em quando, eu olhava para as mãos dele sobre o volante, lembrando-me de como aquelas mesmas mãos haviam me tocado naquela noite na boate. Então eu ficava ruborizada e sentia um calor intenso percorrendo todo o meu corpo.

Assim que paramos em frente ao prédio de Natália, ela perguntou:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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