Gisele não teve tempo de olhar os comentários embaixo da postagem antes que alguém já tivesse enviado o link para o grupo das socialites.
Em pouco tempo, o grupo se tornou um caos, com todos marcando seu nome.
As discussões se espalharam por toda parte.
Mesmo através da tela, Gisele conseguia imaginar o desprezo e as risadas dos internautas, colegas e amigos do outro lado dos celulares.
Agora, todos sabiam que ela era uma impostora, enquanto Florença era a verdadeira herdeira.
Ela era agora reconhecida como alguém de origem humilde, com sangue de pobre correndo em suas veias.
O coração de Gisele afundou completamente, consumida por sentimentos de vergonha, raiva e insegurança.
Ela apertou com força as mãos, os olhos cheios de lágrimas e um ódio avassalador.
Florença, por que você voltou?
Por que você não morreu?
A culpa era toda dela, toda de Florença. Se Florença estivesse morta, nada disso teria acontecido, ela não estaria passando por essa humilhação.
“Florença!” Gisele, com os olhos vermelhos, correu até a porta do quarto de Florença e bateu com força.
O som das batidas na porta, “pum, pum, pum”, se misturou ao vibrar urgente do celular.
Florença abriu levemente os olhos e olhou para o celular em cima da mesa.
Na tela, pulava uma sequência de número com 12 dígitos.
“Florença, saia daí!”
Do lado de fora, Gisele chorava, com a voz embargada: “Por que você está fazendo isso comigo? Eu já te deixei ficar com o quarto, o que mais você quer?”
Com as sobrancelhas franzidas, Florença ignorou o choro de Gisele, deslizou o dedo na tela e atendeu a ligação.
Do outro lado, uma voz masculina, mecanizada e alterada, soou:

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