“Por que, sem mais nem menos, você teve que causar confusão? E ainda por cima, foi justamente o Gleison quem viu tudo. Será que a sua vida está indo bem demais e você só vai ficar satisfeita quando nossa família Coelho for à falência?”
Lorena segurava o rosto, que ficou vermelho e inchado naquele instante, com lágrimas enchendo os olhos. Ela mordeu os lábios, sentindo-se extremamente injustiçada. “Eu nem sabia que as coisas iam chegar a esse ponto.”
Ela só queria dar uma lição naquela caipira, mas como poderia imaginar que Gleison veria? Além disso, quem tinha ameaçado expulsar Gleison era Rita, não ela!
Rita ouviu os sons vindos do escritório assim que passou pela porta e entrou imediatamente.
“Pai, o que está fazendo? Não bate nela! A Lorena ainda é jovem, não entende das coisas.”
“Jovem? Já tem dezessete, dezoito anos, já deveria entender como se comportar!”
Ao bater na própria filha, sentiu uma dor no peito. Durante anos, mimou demais as duas filhas.
E foi justamente esse excesso de mimo que as tornou arrogantes e mimadas.
Briguinhas pequenas até que se tolerava, mas dessa vez, a confusão chegou aos olhos de Gleison.
Foi realmente um desastre inesperado!
O olhar de Diogo recaiu sobre o rosto de Lorena. “E mais, por que, sem motivo, você tentou incriminar a Florença?”
“Foi tudo por causa dela! Ela maltratou minha melhor amiga!” Lorena respondeu revoltada.
“Desde que aquela Florença chegou à família Coelho, não só tomou o quarto da Gisele, como também ficou com o professor particular dela. Ela é só filha de uma empregada, não sei por que é tão arrogante!”


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