Gleison havia separado os hashis para Florença, certamente porque a mão dela estava machucada e ele temia que ela tivesse dificuldades, afinal, a faixa no pulso dela era tão evidente que qualquer pessoa atenta perceberia.
Quanto a pedir para Florença não chamá-lo de senhor Albuquerque, sem dúvida era porque esse tratamento soava muito comercial. Permitir que alguém que beneficiara sua irmã o chamasse de senhor Albuquerque parecia inapropriado para ele.
Genoveva, refletindo sobre isso, também não achou estranho e passou a tomar a sopa de sua tigela aos poucos, com a colher.
“Rã.” Gleison colocou um pequeno pedaço de rã no prato de Florença.
“Obrigada.”
Enquanto Florença mordia o pedaço de rã, questionava-se internamente como a personalidade de Gleison nesta vida parecia tão diferente da anterior.
Além de tê-la convidado para almoçar, ainda lhe servia comida...
“Camarão.” Gleison colocou um pedaço de camarão no prato dela.
“Obrigada.”
“Carne bovina.”
“Sim, obrigada.”
“Costela.”
“Uhum.”
“Coma também mais um pouco de filé de peixe.”
Florença: “...”
Roberto não conseguiu evitar e olhou para Genoveva, fazendo caretas, como se perguntasse: “Gleison está mesmo agindo normalmente?”
Genoveva, com os olhos semicerrados, observava os dois atentamente, já desconfiada, mas sem certeza.
Pela manhã, Florença havia, sem querer, dado seu pão de queijo para Iago, então agora realmente estava com fome.
Ela devorou a comida com avidez, sem se importar com sua aparência.
No entanto, sentia o olhar ao lado como se estivesse cravado nela.
Mesmo sem olhar, percebia que o olhar de Gleison sobre ela tinha o peso de uma algema. Ela tinha certeza de que esteve sob o olhar atento de Gleison o tempo todo.
Assim, quando terminou, Florença largou rapidamente os hashis como se tirasse um peso das costas. “Já estou satisfeita.”
“Gleison, está ficando tarde, vou embora.”
Florença mal podia esperar para sair dali.


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