— Vivi, não tenha medo. Nós não vamos deixar barato para as pessoas que machucaram você. — Ao ver Vivian coberta de ferimentos, Quentin Holanda sentiu como se o próprio coração estivesse sendo esmagado.
Será que Yasmin Viana seria realmente capaz de fazer algo assim?
— Quentin, leve a Vivi para o hospital primeiro. Nós cuidaremos desses marginais. — disse Marcos Viana.
O coração de Vivian deu um salto. Ela não podia permitir que seus irmãos interrogassem aqueles homens naquele momento, ou todo o seu plano seria descoberto.
Aqueles sujeitos eram mercenários que acreditavam piamente que ela era Yasmin.
Ainda há pouco, ela tentara explicar a verdade, mas eles não quiseram ouvir.
Se eles acabassem metendo o nome de Sérgio na história, tudo estaria arruinado.
Vivian segurou debilmente a camisa de Quentin, as lágrimas escorrendo pelo rosto e a voz trêmula:
— Irmão mais velho, está doendo tanto... estou com muito medo. Vamos sair daqui, por favor, eu não quero mais ver essas pessoas...
Diante de uma cena tão desoladora, o coração de Quentin apertou-se em pura dor. Ele a abraçou ainda mais forte e sussurrou, carinhoso:
— Não tenha medo, vou levá-la para o hospital agora mesmo, vai ficar tudo bem.
Quentin era totalmente vulnerável àquele teatro de Vivian.
Recentemente, ele andava com a ideia de fazer as pazes com Yasmin Viana por conta da questão das ações.
Mas, ao ver a fragilidade de Vivian, amoleceu imediatamente.
Ouvindo aquilo, os lábios de Vivian curvaram-se em um leve sorriso imperceptível.
Embora seu rosto estivesse cheio de hematomas, ao ver o quanto Quentin se compadecia dela, soube que sua tática de se fazer de vítima funcionara com perfeição.
Ela ergueu os olhos ligeiramente, fitando Quentin com lágrimas nos olhos, a voz tão baixa quanto um sussurro:
— Quentin... ainda bem que você chegou... se não...
Quentin rapidamente apertou os braços ao redor dela, segurando-a com mais firmeza, a voz profunda e reconfortante:
— Não tenha medo, eu estou aqui.
Murilo Viana lançou um olhar gélido para os criminosos que gemiam no chão e disse a Marcos:
— Marcos, acho melhor a gente deter esses caras por enquanto e esperar que a Vivi se recupere para decidir o que fazer.
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