Yasmin franziu o cenho, intuindo que a situação não era tão simples assim, mas, por ora, a prioridade era deixá-la em casa.
O carro virou em uma estradinha de terra ladeada por ervas daninhas, sem qualquer sinal de residências. O alerta na mente de Yasmin começou a soar com mais força, e ela tamborilou os dedos no volante inconscientemente.
— É aqui? — ela diminuiu a velocidade e olhou ao redor.
— Um pouco mais para a frente... — A voz da garotinha, de repente, tornou-se ainda mais baixa.
Naquele exato instante —
"Pum!"
Ouviu-se um estrondo surdo, e o carro sacudiu violentamente!
Yasmin Viana cravou o pé no freio e olhou para trás. O pneu traseiro havia estourado!
— O que aconteceu? — Ela rapidamente desabotoou o cinto de segurança, prestes a descer para verificar.
Subitamente, um brilho sombrio atravessou os olhos da garota, que deslizou uma seringa da manga e desferiu um ataque impiedoso contra Yasmin!
Num piscar de olhos, Yasmin esquivou-se com o corpo e prendeu o pulso da menina com a outra mão.
A seringa caiu no chão com um baque seco, o líquido escorrendo para a terra.
A expressão de Yasmin congelou, e ela indagou severamente:
— Quem mandou você?
A jovem abriu um sorriso bizarro; a expressão antes acovardada agora assumira um aspecto grotesco:
— Já que fui pega, não tenho o que dizer. Faça o que quiser.
Yasmin deu um sorriso frio:
— É mesmo? Então parece que você não conhece os meus métodos.
Dito isso, Yasmin retirou um comprimido e forçou a entrada dele na boca da garota.
A menina arregalou os olhos, horrorizada, debatendo-se freneticamente para cuspir, mas Yasmin já havia lhe segurado o queixo, obrigando-a a engolir.
— O que... o que você me deu? — A voz da menina tremia e seu rosto perdeu toda a cor.
Yasmin a soltou, espanando lentamente as mangas da própria roupa:
— Um pequeno brinquedo que faz as pessoas dizerem a verdade.

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