— Fique tranquila, a senhora só precisa reservar um quarto, dar este remédio para o Quentin tomar e levá-lo para lá. Eu darei um jeito de fazer a minha irmã ir até ele.
Depois de dizer isso, ela entregou furtivamente um pequeno pacote com um pó branco para Helena.
— Esse pó é seguro?
— Com certeza. É apenas um estimulante que causa impulsos ao ver alguém do sexo oposto, não faz mal à saúde.
— Ótimo, então está combinado. Obrigada pelo esforço desta vez — Helena segurou a mão dela com intimidade e falou em um tom carregado de significado.
— Não foi nada. Na última vez, devido à minha ignorância, o rosto da senhora quase foi destruído. Eu me sinto muito culpada, por isso desta vez darei o meu melhor.
Vivian demonstrou uma falsa gentileza, aproveitando a oportunidade para reiterar que o incidente passado fora um mal-entendido e que ela não tinha a real intenção de prejudicá-la.
— Não tem problema, eu já não me importo mais, desde que você faça isso direito para mim — Helena retrucou, com a mesma falsidade.
De qualquer forma, seu rosto já estava recuperado, contanto que Vivian conseguisse realizar aquele plano.
No futuro, aqueles trinta por cento das ações de Yasmin inevitavelmente pertenceriam à sua família.
O que mais ela não conseguiria superar?
Após a partida de Helena, os lábios de Vivian se curvaram em um sorriso frio e imperceptível.
Ela sabia muito bem que Helena só queria usá-la para atingir seus próprios objetivos, mas não estaria ela também usando Helena?
Um lampejo calculista brilhou em seus olhos enquanto ela arquitetava como virar o jogo a seu favor.
Queria que ela ajudasse a prender Yasmin e Quentin um ao outro para sempre?
Como isso seria possível!
Como ela permitiria que aquela miserável ficasse com o Quentin, voltasse para a Família Viana e fosse aceita pelos irmãos e pelos pais?
Era um delírio.
O verdadeiro propósito de Vivian não era esse, não era tão maravilhoso quanto Helena imaginava.

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