— Sim, eu tenho sentido isso nesses últimos dias.
Helena achava que isso se devia às palpitações e à ansiedade causadas pela possibilidade de seu rosto ficar desfigurado.
— Então faz sentido. Em mais alguns dias, você realmente não conseguiria respirar e bateria as botas de vez.
— E... e agora, o que eu faço? — A essa altura, Helena preferia acreditar no pior a duvidar e pagar o preço.
— Tome isso, e esses seus sintomas começarão a diminuir até amanhã, e a sua pele também começará a mudar.
Yasmin estendeu a mão, revelando em sua palma uma pílula negra e consideravelmente grande.
— Esse remédio é seguro? Não é mais um daqueles produtos clandestinos, né? Quem é o fabricante?
Ela já estava traumatizada com esses produtos de origem duvidosa. Sem vir de um fabricante regular e sem uma bula clara, ela realmente tinha medo de usar.
— Se você acredita em mim, engula. Se não, eu vou embora. Meu tempo é precioso. — Yasmin começou a demonstrar impaciência.
O Antídoto de Elite que ela mesma havia desenvolvido não era algo que se encontrasse facilmente no mercado; mesmo que estivesse disponível, era extremamente difícil de se obter.
Seus medicamentos eram as descobertas mais recentes do Instituto Nacional de Biotecnologia, e ainda não haviam sido lançados oficialmente ao público.
Apenas figuras de grande importância nacional e talentos excepcionais que haviam contribuído grandemente para o país tinham o privilégio de estar no primeiro lote a usufruir de seus tratamentos.
— Como eu vou engolir algo tão grande? — Helena ponderou por um momento, antes de finalmente ceder.
De qualquer forma, se o que Yasmin disse fosse verdade, ela iria morrer de um jeito ou de outro; era melhor tomar a pílula e apostar todas as fichas.
Mesmo que não fosse envenenamento, com o rosto naquele estado, ela preferia a morte a viver arrastando-se de forma miserável.
Por isso, ela escolheu confiar em Yasmin apenas dessa vez.
— Ela dissolve na água, basta você tomá-la com um pouco de água morna.
Assim que ela terminou de falar, Heloísa Viana, com muita consideração, trouxe-lhe um copo d'água.
Sustentando um misto de ceticismo e a necessidade de arriscar a própria sorte, Helena jogou a pílula na boca e tomou um gole da água morna.

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